sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Daniel 7

O profeta define este numerário complexo de forma clara, observe:
3.1/2 tempos são 3.1/2 anos. Daniel 11:13 “Porque o rei do norte tornará... e ao fim dos tempos, isto é, de anos...”
Para confirmar a palavra de Seu querido profeta, Deus desmembra esta profecia com detalhes e minúcias, veja:
3.1/2 anos são 42 meses. Apoc. 13:5 “E foi-lhe dada uma boca, para proferir... blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses.”
42 meses são 1.260 dias. Apoc. 11:3 “E darei poder às Minhas testemunhas [Velho e Novo Testamentos] e profetizarão por 1.260 dias...” Apoc. 12:6 “E a mulher [igreja] fugiu para o deserto [“uma área ou condição em que a igreja estaria num lugar de obscuridade”] , onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada [poder dado por Deus aos cristãos perseguidos na Inquisição] durante 1.260 dias.”
Então, na matemática divina, o mês tem 30 dias e o ano 360 dias. Confirme:
Este período profético de 1.260 dias confirma, sem dúvidas, o princípio dia/ano bíblico. Veja:
Gênesis 5:14: – “E foram todos os dias de Cainã 910 anos e morreu.”
Gênesis 5:23: – “E foram todos os dias de Enoque 360 anos e morreu.”
Gênesis 9:29: – “E foram todos os dias de Noé 950 anos e morreu.”
Obs.: Percebeu a ligação nas palavras dia e ano? Dias e anos estavam intimamente ligados na mente dos hebreus. Observe mais:
Lucas 4:25: “... nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses...” Tiago 5:17: “Elias era homem sujeito as mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra.”
Três anos e seis meses são 1.260 dias. Xi! Complicou? Claro que não! Nunca esqueça: O princípio dia/ano só se aplica à profecia, correto.
Portanto, como Daniel 7:25 trata de uma profecia, temos que aplicar este princípio. Então, não há dúvidas, o poder que Daniel profetizou faria um estrago no cristianismo, atuaria durante 1.260 anos. Eis o que ele fez:
1º “Proferirás palavras contra o Altíssimo.”
“Ocupamos na Terra o lugar de Deus Todo Poderoso.” – Papa Leão XIII, Encyclical Letter, Junio 20, 1894, The Encyclical Letters of Leo XII, pág. 304, citado em Daniel, Pr. Edwin R. Thiele, pág. 51.
2º “Destruirá os santos do Altíssimo.”
“...por guerras, cruzadas, massacres, inquisições e perseguições de toda sorte... as cruzadas exterminadoras contra os Valdenses e Albigenses. No martírio de João Huss e Jerônimo de Praga. Nas fogueiras em Smithfield, na Inglaterra!...” – Dodd – Clarke’s Commentary, vol. IV.
3º “Mudará os tempos.”
O dia como Deus o criou é composto de duas partes: escura e clara (Gên.1:1-5). O dia começa ao pôr do sol e termina no pôr do sol seguinte. Esta é a maneira de Deus definir o período de 24h que é um dia, e não de l/2 noite a 1/2 noite.
4º “...mudará a Lei.”
O Imperador Constantino, no dia 07/03/321 d.C., decretou o seguinte: “Que os juízes e o povo das cidades, bem como os comerciantes, repousem no venerável dia do Sol; aos moradores dos campos, porém, conceda-se atender livre e desembaraçadamente aos cuidados de sua lavoura, visto suceder freqüentemente não haver dia mais adequado à semeadura e ao plantio das vinhas, pelo que não convém deixar a ocasião oportuna e privar-se a gente das provisões deparadas pelo Céu.” – Corpus Juris Civillis Cord. Liv.3, Tit. 12.3.
No Concílio de Laodicéia, no ano 364 d.C., a Igreja Romana transferiu definitivamente a solenidade do sábado para o domingo: “Os cristãos não devem judaizar [guardar o sábado], ou estar ociosos no sábado, mas trabalhando nesse dia. O dia do Senhor (domingo), entretanto, honrarão especialmente, e como cristãos não devem, se possível, fazer qualquer trabalho nele. Se, porém, forem apanhados judaizando, serão separados de Cristo.” – Cânon 29 do Concílio de Laodicéia.
Ao consultar a História Eclesiástica, o princípio dia/ano se encaixa como luva no cumprimento dos eventos descritos em Daniel 7:25. Confirme:
No ano 533 d.C., o Papa foi declarado cabeça de todas as religiões e corretor de hereges, através de decreto do Imperador bizantino Justiniano.
No ano 538 d.C., foi expulso de Roma o último opositor do papado – os ostrogodos. Com esta queda confirmou-se o decreto do Imperador e desenvolveu-se notadamente a supremacia papal. Virgílio, bispo de Roma torna-se o primeiro Papa com jurisdição temporal. Começa a “destruição dos santos do Altíssimo.”
Em 1798 d.C., após os 1.260 anos da grande perseguição desencadeada pela Igreja Romana aos cristãos que recusaram seus dogmas, o general Berthier por ordem de Napoleão Bonaparte, invadiu Roma, declarou encerrado o governo político do papado, e levou preso o Papa Pio VI para a França, onde faleceu na cidade de Valença um ano depois, com 81 anos em 29/8/1799.
Nove Papas sucessores de Pio VI se auto recluíram em cativeiro, negando-se a aparecer em público até que lhes devolvessem os poderes temporais. O papado voltou oficial e definitivamente em 11/02/1929 quando, “através do tratado de Latrão, ficava estabelecido o Estado do Vaticano, e concedia-se à Igreja, através da concordata italiana, plenos direitos de cooperação e participação na vida militar, social e na educação.” – Dr. José Carlos Ramos.
Confira no gráfico abaixo a clareza do princípio dia/ano bíblico, no cumprimento profético de Daniel 7.

Fonte: Mensagem Folheto: www.ados.com.br

Daniel 2

Nabucodonosor, rei de Babilônia, o primeiro Império Mundial, teve um sonho e o esqueceu (v.1).
Preocupado e curioso, determinou que seus magos, astrólogos e advinhos revelassem o sonho sob pena de morte (v.2).
Estes responderam que nenhum mortal poderia saber o que sonhara o rei (v.10).
Foi decretada a morte de todos eles (v. 13).
Ao ser comunicado que morreria, Daniel, que também era um sábio da corte babilônica, procurou o rei e disse-lhe que Deus revelaria o sonho. Pediu um prazo e recebeu (v.16). Deus ouviu o Seu profeta. Eis o esquecido sonho do rei:

“Tu, ó rei, estavas vendo, e eis uma grande estátua... A cabeça era de ouro fino; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de cobre; as pernas de ferro, os pés em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro... e o vento os levou, e não se achou lugar para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte e encheu toda a Terra.” – Daniel 2:31-35

Daniel estava provavelmente com 17 anos quando foi levado cativo para Babilônia no ano 605 a.C. por Nabucodonosor e lá ficou até o fim dos seus dias, aproximadamente 90 anos.
Mas, aos 20 anos, ele começou a dar provas reais que era um profeta, e o início foi este sonho revelado por Deus. Eis, pois, a interpretação do sonho:
“Tu, ó rei, és rei de reis; a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força, e a glória... E onde quer que habitem os filhos de homens, na tua mão entregou os animais do campo, e as aves do céu, e fez que reinasse sobre todos eles: tu és a cabeça de ouro.
“E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual dominará sobre toda a Terra. E o quarto reino será forte como ferro... que quebra todas as coisas, assim ele esmiuçará e fará em pedaços.
“E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro... e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro...
“E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil.
“Quanto ao que viste do ferro misturado com o barro, misturar-se-ão com semente humana, mas não se unirão entre si, assim como o barro não se mistura com o barro.
“Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que jamais será destruído; e este reino subsistirá para sempre.
“Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.” – Daniel 2:37-45.
Este sonho foi dado e interpretado aproximadamente 600 anos antes de Jesus nascer. Veja agora, como a História Geral e eclesiástica confirma a inspiração divina de Daniel.
“Tu és a cabeça de ouro” – Ouro foi o que embelezava Babilônia. O ouro brilhava nos templos sagrados da cidade. O deus de Babilônia, o trono em que estava assentado, a mesa e o altar próximos, tudo era de ouro. As vestes dos sacerdotes eram intercaladas de ouro. O profeta Jeremias compara Babilônia a um copo de ouro (Jer. 51:7). Nabucodonosor dominou de 606 a.C. a 539 a.C., por cerca de 70 anos.
“Inferior ao teu” – Assim como a prata é inferior ao ouro, o 2o império mundial a Medo-Pérsia, era inferior a Babilônia. Os conquistadores da Média e Pérsia, utilizaram a “complexa civilização babilônica, porque a sua era muito menos desenvolvida.” Seu domínio foi de 539 a.C. a 331 a.C., por cerca de 208 anos.
“Terceiro reino, de bronze” – Assim como o bronze é inferior a prata, um reino inferior sucederia o Império Medo Persa. Alexandre Magno venceu os Medo-Persas com um exército inferior, na proporção de 1 grego para 10 medos. Os capacetes, escudos, armas e os estojos para guardar as armas dos soldados gregos eram tudo de bronze. Alexandre e seus sucessores dominaram de 331 a.C. a 168 a.C., cerca de 163 anos.
“Forte como ferro” Roma a monarquia de ferro, a senhora do mundo. “Esmagou um oponente após outro, finalmente tornou-se agressiva, conquistadora irresistível do mundo Mediterrâneo e da Europa Ocidental.” Roma foi o 4º Império Mundial, dominou o mundo desde 168 ªC., quando venceu os gregos na batalha de Pidna, até 476 ªD., cerca de 644 anos.
“Os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro. Misturar-se-ão com semente humana... mas não se unirão” - Roma Ocidental foi dominada pelas tribos bárbaras que dividiram o Império Romano até hoje, confirmando os dez dedos da estátua. A Europa permanece dividida a mais de 1.500 anos. “A Europa em guerra pode ser quase comparada a uma briga em família. As casas reais, e especialmente os países mais fortemente relacionados à guerra, são praticamente todos do mesmo tronco germânico [Alemanha], e quase do mesmo sangue. Tem havido tantos casamentos entre essas castas a ponto de dominar sangue germânico [alemão] em cada trono europeu, com exceção dos dois pequenos reinos da Sérvia e Montenegro.” “Não se unirão”.
“Uma pedra cortada sem auxílio de mãos” - Daniel definiu com absoluta clareza a vinda de Jesus em glória e majestade para estabelecer Seu reino eterno nesta Terra que será renovada pela ação do fogo. Esta pedra é um símbolo visível do Reino de Deus a ser implantado entre os remidos, nos dias dos reis da Europa.
Muito claro, não?! Bem, se desejar mais informações, procure-nos, sim!
Detalhes: Dois braços: Média e Pérsia se uniram e venceram Babilônia.
Duas pernas: Roma se dividiu em Roma Oriental e Roma ocidental.

Fonte: Mensagem Folhetos www.ados.com.br

As cinco colunas da verdade

Aproximadamente há dois milênios eclodiu no espaço, pela boca de Pilatos diante de Jesus, a milenar pergunta registrada em João 18:37-38: “... que é a verdade?”
Pilatos quis saber o que é a verdade, estando diante Dela, sem, contudo, Dela fazer caso.
A busca da verdade é a tônica desta geração desen-contrada. Churchill disse certa ocasião: “De vez em quando os homens tropeçam na verdade e bem depressa se levantam, como se nada houvesse acontecido.”
O profeta Isaías, pela inspiração divina, diz que, “... a verdade anda tropeçando pelas ruas...” (Isa. 59:14-15). A busca da verdade que fazem hoje os que dizem almejá-la é feita apenas em parte. A verdade está ao alcance de todos e são muitos os que passam por ela, não fazendo nenhum esforço por obedecê-la. Fecham o coração, ouvidos e olhos. Rejeitam assim a oportunidade de descobrir o que é a Ver-dade. É necessário encontrar a verdade, e Jesus assegura:
João 8:32
“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Conclui-se então que, se a verdade liberta, o homem efetivamente está preso. E, preso a quê? Ao pecado, aos vícios, erros, equívocos, preso a alguma religião por tradi-ção, sentimentalismo, obrigação ou camaradagem.
A verdade de cada um assume proporções grandiosas quando em choque com outras verdades. São as verdades particulares de cada qual. E são defendidas com todo ardor. E há até os que se sacrificam para defender a verdade que aceitam. Daí a grande necessidade de encontrar a verdade que só Deus tem e pode santificar, libertar, trazer paz, felicidade, salvação e gozo no Espírito Santo.
É comum ouvir-se sinceros cristãos, das mais variadas Igrejas Evangélicas, defenderem fervorosamente a idéia de que possuem a verdade, o que em parte é aceitável. Assim levantam-se todos a uma voz e gritam: “Nós estamos com a verdade!” Não descreio, porque Jesus Cristo é a verdade. Deus é a verdade. A Bíblia é a verdade. E quem se fundamenta nestas verdades pode enunciar possuí-las. – Mas... pergunto: é somente estas a verdade de Deus? O que é a verdade para Deus?
Antes de continuar, irmão, raciocine comigo: o que é uma casa? Certamente, para ser uma casa, é preciso que se tenha: piso, paredes, teto, compartimentos, etc... Havendo apenas paredes e piso, não se pode dizer que seja uma casa. Com sinceridade, o máximo que se pode admitir é ser uma casa incompleta.
Uma árvore também, para ser considerada como tal, terá que ter raízes, tronco, folhas, etc. Tendo apenas raízes e um tronco quebrado ou cortado não é em si mesma uma árvore, mas um pedaço de árvore. Assim, a verdade que Deus deseja que o homem encontre é um conjunto de verdades que em si forma a verdade pura e cristalina que restaura, liberta e santifica. E, esta verdade completa, é apresentada pela Bíblia como sendo um conjunto de cinco colunas, que formam, portanto, a verdade total de Deus.
Primeira Coluna:
Deus é a verdade (Isaías 65:16).
Segunda Coluna:
Jesus Cristo é a verdade (João 14:6).
Terceira Coluna:
O Espírito Santo é a verdade (João 16:13).
Quarta Coluna:
A Bíblia é a verdade (João 17:17).
Se você leitor, tem, crê e vive estas verdades, está no caminho certo, mas... ainda lhe falta alguma coisa, e esta é a:
Quinta Coluna:
A Lei de Deus é a verdade (Salmo 119:142).
Eis aqui, amado, a verdade completa, apresentada pela santa Bíblia. Mas, lamentavelmente, uma verdade deste conjunto glorioso está sendo desprezada. Uma destas ver-dades santificadoras foi lançada por terra (Dan. 8:12), e poucos são os que a têm levantado, reconduzindo-a ao seu devido lugar.
A Lei Moral de Deus, os Dez Mandamentos tem sido ridicularizada e desdenhada, e isso para alegria de todos os demônios. O profeta Daniel, quase 600 anos antes de Jesus nascer, profetizou esta atrocidade dizendo:
Daniel 7:25
“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a Lei...”
Esta profecia cumpriu-se quando o Imperador romano Justiniano estabeleceu o Papa como cabeça de todas as igrejas e corretor de herejes, no ano 538.
A partir daí começou a Supremacia Papal que se estendeu até 1798 quando Napoleão Bonaparte prendeu o Papa Pio VI, pondo fim a Supremacia.
Durante 1.260 anos a perseguição foi detonada contra os fiéis de Deus, e uma coluna da Verdade foi completa-mente destruida (Dan. 7:25; Apoc. 11:2,3; 12:6,14).
Sim, a Lei de Deus foi alterada, arrancaram de lá o Sábado e colocaram em seu lugar o domingo – um dia espúrio, estranho à Palavra de Deus. Todas as desculpas e suposições podem ser levantadas para a defesa do cancela-mento do Sábado como dia santificado de guarda, porém, ficará patente, sempre e eternamente, que ele foi cancelado pelo homem e não por Deus.
Sim, digo-o outra vez, uma destas Verdades está lan-çada ao chão e disso os cristãos sinceros e leais têm que se conscientizar. Deus espera que nos levantemos em favor de Sua santa Lei.
Caro irmão, nada existe de mais precioso que andar na luz; quando isso ocorre, fogem as dúvidas e intranquilidades. A Verdade borbulha quando exposta e submetida ao crivo das Escrituras. Mas, ela só deixará de ser uma teoria para você quando, humildemente, ao descobri-la, decidir observá-la, mesmo perseguido ou chacoteado.
O cristão que se prepara para o Céu não se intimida nem se envergonha de tomar decisões firmes ao lado da verdade global de Deus.
Muitos hoje, despercebidamente, ensinam que não importa o que se creia, desde que seja sincero. Este é um pensamento que não tem base escriturística.
Que Deus o abençoe em sua decisão.

Fonte: Folhetos retirados do site: www.ados.com.br de autoria de Lourenço Gonzalez

MATO GROSSO APROVA LEI DO SÁBADO!

Até que enfim! Graças a Deus! Aleluia! A justiça divina pode tardar, mas não falha!
Recentemente, no mês de dezembro de 2009, graças aos deputados Guilherme Maluf e Mauro Savi, autores da Lei n. 9.274, os estudantes, vestibulandos e concursandos Adventistas do Sétimo Dia, Judeus e outros guardadores do sábado foram beneficiados com a aprovação pela Câmara Legislativa de Mato Grosso da referida lei que trata da liberdade religiosa, de crença e de consciência dos guardadores do sábado bíblico.
A atual lei revogou a Lei nº 8.043, de 22 de dezembro de 2003, pois a mesma era incompleta e tratava apenas de casos dos vestibulandos.
A atual lei inova pelo fato de abranger tanto estudantes de escolas públicas quanto de escolas particulares, vestibulandos e concursandos.
As instituições escolares deverão abonar as faltas dos alunos que têm por princípio o respeito a um dia de guarda, o sábado bíblico e oferecer trabalhos alternativos e provas em dias que não coincidam com o dia de guarda.
Atualmente, existem diversas leis estaduais que tratam da Liberdade Religiosa em vários Estados do país. Infelizmente, ainda não temos uma Lei Federal que tutele os casos de liberdade religiosa, mas acreditamos que as leis estaduais estão caminhando para a aprovação de uma lei a nível nacional que resolva de vez esta questão.
Damos graças ao Bom Deus e agradecemos de coração aos deputados que encaminharam a proposta de aprovação dessa lei.
Felizmente, em nosso país ainda temos políticos comprometidos com as causas das minorias na sociedade.
Com a aprovação dessa lei, preenchemos a ausência de uma lei específica a casos concretos que envolve o direito à liberdade religiosa e resolvemos a questão do princípio da igualdade e da não discriminação de estudantes por motivo de consciência religiosa no Estado de Mato Grosso.
Soli Deo Gloria!

Logo abaixo, transcrevi a lei na íntegra para o conhecimento de todos!


LEI Nº 9.274, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2009 - D.O. 15.12.09.
Autores: Deputados Guilherme Maluf e Mauro Savi
Estabelece normas para a realização de concursos ou processos seletivos para provimento de cargos públicos e de exames vestibulares no âmbito do Estado de Mato Grosso e dá outras providências.
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO, tendo em vista o que dispõe o Art. 42 da Constituição Estadual, aprova e o Governador do Estado sanciona a seguinte lei:
Art. 1º As provas de concurso ou processo seletivo para provimento de cargos públicos e de exames vestibulares das Universidades Públicas Estaduais e Privadas serão realizadas no período de domingo à sexta-feira, no horário compreendido entre 08:00 e 18:00 horas.
§ 1º Quando inviável a promoção dos certames em conformidade com o caput deste artigo, a entidade organizadora poderá realizá-los no sábado, devendo permitir ao candidato, que assim alegar motivo de crença religiosa, a possibilidade de fazê-lo após as 18:00 horas.
§ 2º A permissão de que trata o parágrafo anterior deverá ser precedida de requerimento, assinado pelo interessado, dirigido à entidade organizadora, até 72 (setenta e duas) horas anteriores ao horário de início do certame.
§ 3º Na hipótese do § 1º, o candidato ficará incomunicável desde o horário regular previsto para os exames até o início do horário alternativo para ele estabelecido previamente.
Art. 2º É assegurado ao aluno, devidamente matriculado nos estabelecimentos de ensino fundamental, médio ou superior, público ou privado, a aplicação de provas em dias não coincidentes com o período de guarda religiosa, previsto no caput do artigo 1º.
§ 1º O aluno, pelos motivos previstos neste artigo, poderá requerer à direção da escola que, em substituição à sua presença em sala de aula, e para fins de obtenção de freqüência, seja-lhe assegurada, alternativamente, a apresentação de trabalho escrito ou qualquer outra atividade de pesquisa acadêmica, determinados pelo estabelecimento de ensino, observados os parâmetros curricular e plano de aula do dia em que ocorreu sua ausência.
§ 2º Os requerimentos de que tratam este artigo serão obrigatoriamente deferidos pelos diretores de estabelecimentos de ensino público ou privados.
Art. 3º Fica revogada a Lei nº 8.043, de 22 de dezembro de 2003.
Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio Paiaguás, em Cuiabá, 15 de dezembro de 2009.
as) SILVAL DA CUNHA BARBOSA
Governador do Estado - em exercício

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

UNIGRAN forma profissionais do Ensino a Distância


Acadêmicos do Ensino a Distância da UNIGRAN tiveram seus sonhos realizados nesse final de semana. A colação de graus das turmas 2009 de Letras, Pedagogia, Administração de Empresas, Teologia, e os tecnológicos em Agropecuária, Negócios Imobiliários e Produção Publicitária foi realizada no sábado, em ritmo de festa. Amigos e familiares lotaram o salão de eventos da UNIGRAN para conferir a vitória dos profissionais.

Professores e tutores dos polos UNIGRAN NET acompanharam a formatura e comemoraram a conquista dos novos bacharéis, tecnólogos e dos formandos de licenciatura. “Vocês são vitoriosos. Venceram obstáculos, lidaram com as ferramentas tecnológicas do Ensino a Distância e entenderam a proposta metodológica em que o professor é o suporte e o aluno o responsável pela organização do seu estudo e aprendizagem”, disse a paraninfa das turmas, a Pró-Reitora Terezinha Bazé de Lima.

O fato é cada vez mais comum e não deixa dúvidas sobre a importância do Ensino a Distância. A Pró-Reitora destacou as aprovações de alunos em concursos públicos municipais, estaduais e federais, bem como em processos seletivos de mestrado nas universidades federais. Para Terezinha Bazé, as aprovações refletem a qualidade dos cursos da Instituição nessa modalidade de ensino superior.

Essa confirmação foi lembrada pela oradora das turmas, a tecnóloga em Agropecuária Doralice Otero, que frisou a qualidade do Ensino a Distância. “Essa modalidade não é tão distante assim. Acaba sendo presente nas madrugadas que os alunos se encontram para fazer atividades pela internet, pelo auxílio e atenção dos professores, enfim, das amizades que fazemos”, disse a tecnóloga durante discurso.

Paulo Bispo Santos foi um dos formandos que comemorou a oportunidade de concluir um curso superior pelo sistema UNIGRAN NET, sem sair da sua cidade. “Onde eu moro não tem faculdade e graças ao Ensino a Distância consegui um dos melhores aprendizados que já tive na vida pessoal e profissional”, disse ele, que há 20 anos atua como professor na Educação Básica. Paulo é de Deodápolis (MS).

Da mesma forma, Francisco José Ferreira orgulha-se de ter estudado pelo sistema UNIGRAN NET, oportunidade que lhe deu a chance de seguir a carreira dos seus sonhos. “Sempre admirei a profissão de corretor de imóveis, de gestão imobiliária num todo. Agora sou um tecnólogo em Gestão Imobiliária e sei o quanto estou preparado para encarar o mercado de trabalho”, disse o formando, que é da cidade de Aral Moreira (MS).

FORMATURA

A solenidade de colação de graus deste ano é a quarta realizada pela UNIGRAN, no Ensino a Distância. A cerimônia foi presidida pela reitora Rosa de Déa, que concedeu a outorga de graus a cada um dos formandos.

As turmas levam os nomes dos professores Fabio Antônio Silva, de Administração de Empresas, Lucia Eugênia Pittas Martini, de Letras e Pedagogia, Luciano Mendes Bettoni, Tecnologia em Produção Publicitária, Givaldo Moura de Matos, de Teologia, Alceu Richetti, de Tecnologia em Agropecuária, e Liliana Carvalho, tecnologia em Negócios Imobiliários.

Os patronos das turmas foram os professores Domingos Renato Venturuni (Administração), Nara Sgarbi (Letras e Pedagogia), Sérgio Nogueira (Teologia), Euclides Maranho (Tecnologia em Agropecuária) e Valdir Pereira da Costa (Produção Publicitária). (FV)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Raízes históricas da teologia da prosperidade


Raízes históricas da teologia da prosperidade

Alderi Souza de Matos

O evangelicalismo brasileiro apresenta características apreciáveis e preocupantes. Entre estas últimas está o gosto por novidades. Líderes e fiéis sentem que, para manter o interesse pelas coisas de Deus, é preciso que de tempos em tempos surja um ensino novo, uma nova ênfase ou experiência. Geralmente tais inovações têm sua origem nos Estados Unidos. Assim como outros países, o Brasil é um importador e consumidor de bens materiais e culturais norte-americanos. Isso ocorre também na área religiosa. Um movimento de origem americana que tem tido enorme receptividade no meio evangélico brasileiro desde os anos 80 é a chamada teologia da prosperidade. Também é conhecida como “confissão positiva”, “palavra da fé”, “movimento da fé” e “evangelho da saúde e da prosperidade”. A história das origens desse ensino revela aspectos questionáveis que devem servir de alerta para os que estão fascinados com ele.

Ao contrário do que muitos imaginam, as idéias básicas da confissão positiva não surgiram no pentecostalismo, e sim em algumas seitas sincréticas da Nova Inglaterra, no início do século 20. Todavia, por causa de algumas afinidades com a cosmovisão pentecostal, como a crença em profecias, revelações e visões, foi em círculos pentecostais e carismáticos que a confissão positiva teve maior acolhida, tanto nos Estados Unidos como no Brasil. A história de seus dois grandes paladinos irá elucidar as raízes dessa teologia popular e mostrar por que ela é danosa para a integridade do evangelho.

Essek W. Kenyon, o pioneiro
Embora os adeptos da teologia da prosperidade considerem Kenneth Hagin o pai desse movimento, pesquisas cuidadosas feitas por vários estudiosos, como D. R. McConnell, demonstraram conclusivamente que o verdadeiro originador da confissão positiva foi Essek William Kenyon (1867-1948). Esse evangelista de origem metodista nasceu no condado de Saratoga, Estado de Nova York, e se converteu na adolescência. Em 1892 mudou-se para Boston, onde estudou no Emerson College, conhecido por ser um centro do chamado movimento “transcendental” ou “metafísico”, que deu origem a várias seitas de orientação duvidosa. Uma das influências recebidas e reconhecidas por Kenyon nessa época foi a de Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã.

Kenyon iniciou o Instituto Bíblico Betel, que dirigiu até 1923. Transferiu-se então para a Califórnia, onde fez inúmeras campanhas evangelísticas. Pregou diversas vezes no célebre Templo Angelus, em Los Angeles, da evangelista Aimee Semple McPherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular. Pastoreou igrejas batistas independentes em Pasadena e Seattle e foi um pioneiro do evangelismo pelo rádio, com sua “Igreja do Ar”. As transcrições gravadas de seus programas serviram de base para muitos de seus escritos. Cunhou muitas expressões populares do movimento da fé, como “O que eu confesso, eu possuo”. Antes de morrer, em 1948, encarregou a filha Ruth de dar continuidade ao seu ministério e publicar seus escritos.

Quais eram as crenças dos tais grupos metafísicos? Eles ensinavam que a verdadeira realidade está além do âmbito físico. A esfera do espírito não só é superior ao mundo físico, mas controla cada um dos seus aspectos. Mais ainda, a mente humana pode controlar a esfera espiritual. Portanto, o ser humano tem a capacidade inata de controlar o mundo material por meio de sua influência sobre o espiritual, principalmente no que diz respeito à cura de enfermidades. Kenyon acreditava que essas idéias não somente eram compatíveis com o cristianismo, mas podiam aperfeiçoar a espiritualidade cristã tradicional. Mediante o uso correto da mente, o crente poderia reivindicar os plenos benefícios da salvação.

Kenneth Hagin, o divulgador
O grande divulgador dos ensinos de Kenyon, a ponto de ser considerado o pai do movimento da fé, foi Kenneth Erwin Hagin (1917-2003). Ele nasceu em McKinney, Texas, com um sério problema cardíaco. Teve uma infância difícil, principalmente depois dos 6 anos, quando o pai abandonou a família. Pouco antes de completar 16 anos sua saúde piorou e ele ficou confinado a uma cama. Teve então algumas experiências marcantes. Após três visitas ao inferno e ao céu, converteu-se a Cristo. Refletindo sobre Marcos 11.23-24, chegou à conclusão de que era necessário crer, declarar verbalmente a fé e agir como se já tivesse recebido a bênção (“creia no seu coração, decrete com a boca e será seu”). Pouco depois, obteve a cura de sua enfermidade.

Em 1934 Hagin começou seu ministério como pregador batista e três anos depois se associou aos pentecostais. Recebeu o batismo com o Espírito Santo e falou em línguas. No mesmo ano foi licenciado como pastor das Assembléias de Deus e pastoreou várias igrejas no Texas. Em 1949 começou a envolver-se com pregadores independentes de cura divina e em 1962 fundou seu próprio ministério. Finalmente, em 1966 fez da cidade de Tulsa, em Oklahoma, a sede de suas atividades. Ao longo dos anos, o Seminário Radiofônico da Fé, a Escola Bíblica por Correspondência Rhema, o Centro de Treinamento Bíblico Rhema e a revista “Word of Faith” (Palavra da Fé) alcançaram um imenso número de pessoas. Outros recursos utilizados foram fitas cassete e mais de cem livros e panfletos.

Hagin dizia ter recebido a unção divina para ser mestre e profeta. Em seu fascínio pelo sobrenatural, alegou ter tido oito visões de Jesus Cristo nos anos 50, bem como diversas outras experiências fora do corpo. Segundo ele, seus ensinos lhe foram transmitidos diretamente pelo próprio Deus mediante revelações especiais. Todavia, ficou comprovado posteriormente que ele se inspirou grandemente em Kenyon, a ponto de copiar, quase palavra por palavra, livros inteiros desse antecessor. Em uma tese de mestrado na Universidade Oral Roberts, D. R. McConnell demonstrou que muito do que Hagin afirmou ter recebido de Deus não passava de plágio dos escritos de Kenyon. A explicação bastante suspeita dada por Hagin é que o Espírito Santo havia revelado as mesmas coisas aos dois.

Reflexos no Brasil
Os ensinos de Hagin influenciaram um grande número de pregadores norte-americanos, a começar de Kenneth Copeland, seu herdeiro presuntivo. Outros seguidores seus foram Benny Hinn, Frederick Price, John Avanzini, Robert Tilton, Marilyn Hickey, Charles Capps, Hobart Freeman, Jerry Savelle e Paul (David) Yonggi Cho, entre outros. Em 1979, Doyle Harrison, genro de Hagin, fundou a Convenção Internacional de Igrejas e Ministros da Fé, uma virtual denominação. Nos anos 80, os ensinos da confissão positiva e do evangelho da prosperidade chegaram ao Brasil. Um dos primeiros a difundi-lo foi Rex Humbard. Marilyn Hickey, John Avanzini e Benny Hinn participaram de conferências promovidas pela Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno (Adhonep). Outros visitantes foram Robert Tilton e Dave Robertson.

Entre as primeiras manifestações do movimento estavam a Igreja do Verbo da Vida e o Seminário Verbo da Vida (Guarulhos), a Comunidade Rema (Morro Grande) e a Igreja Verbo Vivo (Belo Horizonte). Alguns líderes que abraçaram essa teologia foram Jorge Tadeu, das Igrejas Maná (Portugal); Cássio Colombo (“tio Cássio”), do Ministério Cristo Salva, em São Paulo; o “apóstolo” Miguel Ângelo da Silva Ferreira, da Igreja Evangélica Cristo Vive, no Rio de Janeiro, e R. R. Soares, responsável pela publicação da maior parte dos livros de Hagin no Brasil. Talvez a figura mais destacada dos primeiros tempos tenha sido a pastora Valnice Milhomens, líder do Ministério Palavra da Fé, que conheceu os ensinos da confissão positiva na África do Sul. As igrejas brasileiras sofreram o impacto de uma avalanche de livros, fitas e apostilas sobre confissão positiva. Ricardo Gondim observou em 1993: “Com livros extremamente simples, [Hagin] conseguiu influenciar os rumos da igreja no Brasil mais do que qualquer outro líder religioso nos últimos tempos”.

Conclusão
Além de apresentar ensinos questionáveis sobre a fé, a oração e as prioridades da vida cristã, e de relativizar a importância das Escrituras por meio de novas revelações, a teologia da prosperidade, através dos escritos de seus expoentes, apresenta outras ênfases preocupantes no seu entendimento de Deus, de Jesus Cristo, do ser humano e da salvação. A partir dos anos 80, várias denominações pentecostais norte-americanas se posicionaram oficialmente contra os excessos desse movimento (Assembléias de Deus, Evangelho Quadrangular e Igreja de Deus). Autores como Charles Farah, Gordon Fee, D. R. McConnell e Hank Hanegraaff, todos simpatizantes do movimento carismático, escreveram obras contestando a confissão positiva e suas implicações. Eles destacaram como, embora essa teologia pareça uma maneira empolgante de encarar a Bíblia, ela se distancia em pontos cruciais da fé cristã histórica.

No Brasil, três obras significativas publicadas em 1993 -- “O Evangelho da Prosperidade”, de Alan B. Pieratt; “O Evangelho da Nova Era”, de Ricardo Gondim; e “Supercrentes”, de Paulo Romeiro -- alertaram solenemente as igrejas evangélicas para esses perigos. Tristemente, vários grupos, principalmente os que têm maior visibilidade na mídia, estão cada vez mais comprometidos com essa teologia desconhecida da maior parte da história da igreja. Ao defenderem e legitimarem os valores da sociedade secular (riqueza, poder e sucesso), e ao oferecerem às pessoas o que elas ambicionam, e não o que realmente necessitam aos olhos de Deus, tais igrejas crescem de maneira impressionante, mas perdem grande oportunidade de produzir um impacto salutar e transformador na sociedade brasileira.


Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. É autor de A Caminhada Cristã na História e "Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil".
asdm@mackenzie.com.br

A Origem do NATAL!



O Natal ou Dia de Natal é um feriado comemorado anualmente em 25 de Dezembro, que comemora o nascimento de Jesus de Nazaré.[2][3] A data de comemoração do Natal não é conhecida como o aniversário real de Jesus e pode ter sido inicialmente escolhida para corresponder com qualquer festival histórico Romano[4] ou com o solstício de inverno.[5] O Natal é o centro dos feriados de fim de ano e da temporada de férias, sendo, no Cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal que dura doze dias.[6]

Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos,[1][7] sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, visco, presépios e ilex. Além disso, o Papai Noel (conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.[8]

Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumentou da atividade econômica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.

Etimologia
A palavra 'natal' do português já foi 'nātālis' no latim, derivada do verbo 'nāscor' (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De 'nātālis' do latim, evoluiram também 'natale' do italiano, 'noël' do francês, 'nadal' do catalão, 'natal' do castelhano, sendo que a palavra 'natal' do castelhano tem sido progressivamente substituída por 'navidad' como nome do dia religioso.

Já a palavra 'Christmas' do inglês evoluíu de 'Christes maesse' ('Christ's mass') que quer dizer missa de Cristo.



História dos usos
Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas neo-latinas. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C.

História
Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício de inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) revelam a fé da Igreja n'Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer "cristã". Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

O ponto de vista da Bíblia
Geburt Christi de Geertgen tot Sint JansA Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.

Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de março e 25 de abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.



Anúncio do anjo Gabriel e nascimento de Jesus
Ver artigo principal: Nascimento de Jesus
O nascimento de Jesus se deu por volta de dois anos antes da morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", ou seja, considerando que este morreu em 4 AEC, então Jesus só pode ter nascido em 6 AEC. Segundo a Bíblia, antes de morrer, Herodes mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo se livrar de um possível novo "rei dos judeus").

Ainda, segundo a Bíblia, antes do nascimento de Jesus, Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de registar-se com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.


"Este primeiro recenseamento" fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quiríno "era governador [em gr. hegemoneuo] da província imperial da Síria." (Lucas 2,1-3 - O termo grego hegemoneuo vertido por "governador", significa apenas "estar liderando" ou "a cargo de". Pode referir-se a um "governador territorial", "governador de província" ou "governador militar". As evidências apontam que nessa ocasião, Quiríno fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens directas do Imperador.)

Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo do Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 AEC a 6 AEC), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirínio só foi Governador da Província da Síria, em 6 EC. O único recenseamento relacionado a Quirínio, documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26). Obviamente, este recenseamento não era o "primeiro recenseamento".

A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto (Lucas 2:4-8). Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos "durante as vigílias da noite". Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro.

A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende". Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de "um boi e de um jumento na gruta" deve-se também a alguns Evangelhos Apócrifos.

A estrela de Belém
Ver artigo principal: Estrela de Belém
Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente à Jerusalém uns magos guiados por uma estrela ou um objecto controverso que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e levou os Três Reis Magos ao local onde este se encontrava. A natureza real da Estrela de Belém e alvo de discussão entre os biblistas.

Visita dos magos
La Adoración de los Magos por Gil Vicente.Os "magos", em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes."

Em vez disso, os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilónia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canónicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.

Outro factor muito importante tem a ver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilónia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenómenos celestes que ocorriam.



Símbolos e tradições do Natal
Árvore de Natal
Árvore de Natal no Rockfeller Center em Nova Iorque, Estados Unidos.Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.

Músicas natalinas

Trombeteira em um concerto de músicas de Natal.Ver artigo principal: Cantigas de Natal
As canções natalinas são símbolos do Natal e as letras retratam as tradições das comemorações, o nascimento de Jesus, a paz, a fraternidade, o amor, os valores cristãos. Os Estados Unidos têm antiga tradição de celebrar o Natal com músicas típicas. No Brasil, esta tradição, além das familiares, só se tornou popular e comercial nos anos 1990, com o 25 de Dezembro lançado pela cantora Simone: Ao lançar, no ano passado, o disco natalino 25 de Dezembro, a cantora Simone quebrou um tabu. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, os cantores brasileiros não têm o costume de lançar, no mês de dezembro, discos com músicas de Natal.[9]

Presépio
Presépio em Chicago, Estados Unidos.As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

Decorações natalícias

Fontes do parque Ibirapuera em época natalina, foto por Silvio Tanaka.Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.

Amigo secreto ou oculto
Ver artigo principal: Amigo secreto
No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste de cada pessoa selecionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.

Comemorações pelo Mundo
Cada país tem a sua forma de comemorar o Natal, inclusive países orientais.

Alemanha
O Natal na Alemanha é caracterizado, principalmente, pelo Advento. Começa quatro domingos antes do Natal, também é importante e festejado pelos alemães.



Referências
1,0 1,1 Christmas as a Multi-faith Festival—BBC News. Retrieved September 30, 2008.
Christmas, Merriam-Webster. Retrieved October 6, 2008.
"Christmas," MSN Encarta. Retrieved October 6, 2008. Archived 2009-10-31.
"Christmas", The Catholic Encyclopedia, 1913.
"Christmas", Encarta
Roll, Susan K., Toward the Origins of Christmas, (Peeters Publishers, 1995), p.130.
Tighe, William J., "Calculating Christmas". Archived 2009-10-31.
Newton, Isaac, Observations on the Prophecies of Daniel, and the Apocalypse of St. John (1733). Ch. XI.
A sun connection is possible because Christians consider Jesus to be the "sun of righteousness" prophesied in Malachi 4:2.
The Christmas Season. CRI / Voice, Institute. Página visitada em 2008-12-25.
Non-Christians focus on secular side of Christmas — Sioux City Journal. Retrieved November 18, 2009.
Poll: In a changing nation, Santa endures. Associated Press, December 22, 2006. Retrieved November 18, 2009.
Revista Veja, 4.12.1996