Alvo do Conselheiro no Aconselhamento Pastoral
O alvo do Conselheiro no Aconselhamento Pastoral é promover a maturidade espiritual e emocional do aconselhando, através do seu relacionamento com a divindade ou com o sobrenatural.O alvo principal é levar o aconselhando a alcançar a plenitude de vida, a buscar sempre a perfeição em suas relações humanas, e tornar-se à imagem e semelhança de Deus.
O próprio Senhor nos exorta a sermos perfeitos, assim o Pai o é. Ele diz: “Sede perfeitos, como é perfeito o Vosso Pai celestial”. O aconselhando necessita ser encorajado a enfrentar os seus conflitos e, desta forma, aprender a enfrentar os problemas e desafios da vida com mais eficiência e objetividade, resolvendo assim os seus conflitos interiores com maior eficácia.
E, por fim, o conselheiro deve ajudar o aconselhando a se tornar discípulo do Grande Mestre Jesus Cristo, o qual verteu o Seu sangue na cruz do calvário, para que nos tornássemos seus discípulos e fôssemos salvos para o Reino de Deus e ao mesmo tempo também tornarmos discipuladores e ajudadores uns dos outros, auxiliando outras pessoas que também necessitam de cuidados.
Metas do Aconselhamento Pastoral
As metas do Aconselhamento Pastoral têm por objetivo principal fazer com que o aconselhando se conscientize dos seus conflitos, entenda a si mesmo e diminua as suas emoções negativas, tais como ansiedade, hostilidade, ira, angústia, etc.
Desta forma, o aconselhando terá condições de melhorar a sua qualidade de vida, através de bons relacionamentos, mudando suas atitudes e valores, com relação à vida, o seu meio social e quanto à sua situação emocional.Com isso, o aconselhando se libertará de suas tensões interiores, de suas atitudes inadequadas e assumir um papel de responsabilidade diante dos seus atos, melhorando, desta forma, sua qualidade de vida, através da confiança em Deus e em Jesus Cristo, o qual nos dá força para continuarmos em nossa jornada rumo à Canaã Celestial.
Severino Brêda da Silva - Doutor em Ciências da Religião (PUC/GO); Doutorando em Direito (UMSA - Argentina); Mestre em Teologia - Educação e Religião (EST/RS); Bacharel em Ciências Contábeis (UFMT), Teologia (UNIGRAN) e Direito (UNIC); Empresário Contábil.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Objetivos do Aconselhamento Cristão
Diferenças entre Aconselhamento Pastoral e Aconselhamento Geral
O Aconselhamento Pastoral é geralmente realizado por um sacerdote, pastor ou líder religioso no âmbito das igrejas ou casa pastoral, utilizando-se dos princípios cristãos éticos e morais com base nas orientações das Sagradas Escrituras e do Espírito Santo, através da oração, confissão e comunhão do orientando.
Neste aspecto, o Aconselhamento Pastoral é mais específico do que o Aconselhamento Geral. Enquanto que o Aconselhamento Geral é não-diretivo, ou seja, não é específico, pois envolve aconselhamento de forma geral e mais ampla ao orientando.
O Aconselhamento Geral utiliza-se de outras ciências auxiliares, tais como a Psicologia, Psicanálise, Psicoterapia e Psiquiatria.
Atualmente, já se fala da fusão entre a Teologia e Psicologia, ou seja, dessa união resulta a chamada “Psicoteologia”. É uma linha de pensamento muito utilizada por psicólogos cristãos
Importância do Aconselhamento pastoral no ministério Pastoral
Creio ser de suma importância o Aconselhamento Pastoral no ministério Pastoral, pois o pastor ou sacerdote religioso é líder espiritual capacitado, experimentado e educado dentro dos princípios cristãos, para aconselhar e ajudar os membros de sua comunidade religiosa.
O ser humano vive em sociedade e necessita estar em harmonia com a mesma. Quando não consegue relacionar aspectos de sua vida espiritual, material e familiar, neste momento entra o Aconselhamento Pastoral com o objetivo de equilibrá-lo holisticamente (corpo, alma, espírito).
O Aconselhamento Pastoral é mais direcionado para o aspecto espiritual do indivíduo, enfocando aspectos relacionados ao crescimento como ser humano e social do aconselhando, fazendo com que o mesmo interaja com o seu meio de forma consciente e equilibrada podendo, assim, desfrutar de uma vida plena e de qualidade.
O Aconselhamento Pastoral é geralmente realizado por um sacerdote, pastor ou líder religioso no âmbito das igrejas ou casa pastoral, utilizando-se dos princípios cristãos éticos e morais com base nas orientações das Sagradas Escrituras e do Espírito Santo, através da oração, confissão e comunhão do orientando.
Neste aspecto, o Aconselhamento Pastoral é mais específico do que o Aconselhamento Geral. Enquanto que o Aconselhamento Geral é não-diretivo, ou seja, não é específico, pois envolve aconselhamento de forma geral e mais ampla ao orientando.
O Aconselhamento Geral utiliza-se de outras ciências auxiliares, tais como a Psicologia, Psicanálise, Psicoterapia e Psiquiatria.
Atualmente, já se fala da fusão entre a Teologia e Psicologia, ou seja, dessa união resulta a chamada “Psicoteologia”. É uma linha de pensamento muito utilizada por psicólogos cristãos
Importância do Aconselhamento pastoral no ministério Pastoral
Creio ser de suma importância o Aconselhamento Pastoral no ministério Pastoral, pois o pastor ou sacerdote religioso é líder espiritual capacitado, experimentado e educado dentro dos princípios cristãos, para aconselhar e ajudar os membros de sua comunidade religiosa.
O ser humano vive em sociedade e necessita estar em harmonia com a mesma. Quando não consegue relacionar aspectos de sua vida espiritual, material e familiar, neste momento entra o Aconselhamento Pastoral com o objetivo de equilibrá-lo holisticamente (corpo, alma, espírito).
O Aconselhamento Pastoral é mais direcionado para o aspecto espiritual do indivíduo, enfocando aspectos relacionados ao crescimento como ser humano e social do aconselhando, fazendo com que o mesmo interaja com o seu meio de forma consciente e equilibrada podendo, assim, desfrutar de uma vida plena e de qualidade.
Definições de Aconselhamento Cristão
Diante de várias definições e correntes existentes podemos afirmar que Aconselhamento Cristão pode ser uma relação profissional ou não estabelecida entre duas pessoas, com a finalidade de auxiliar um indivíduo que esteja passando por alguma dificuldade ou problema e nessa relação, ambos, estabelecem critérios com base na Palavra de Deus para que o indivíduo possa ser ajudado a resolver tais problemas, através do Aconselhamento Cristão.
Afirmo profissional ou não pelo fato de que o Aconselhamento Pastoral ou cristão não está adstrito apenas ao pastor ou sacerdote religioso, mas deve ser uma responsabilidade de toda a comunidade cristã, de todo cristão, oferecendo, desta forma, qualidade de vida para os irmãos de fé de uma comunidade, conforme conceituação de Schneider-Harpprecht.
2 – Qual a diferença entre Aconselhamento Cristão e Poimênica?
De acordo com Clinebell, o Aconselhamento Cristão é “uma dimensão da Poimênica, a qual se utiliza de vários métodos terapêuticos e espirituais de cura para ajudar as pessoas a lidar com suas crises, conflitos e problemas numa forma que conduz ao crescimento e à experimentar à cura do seu estado de fraqueza, abatimento e sem energia”.
Para Clinebell, a Poimênica é um ministério de serviço de ajuda ampla e inclusiva das pessoas através de cura e crescimento mútuo, no seio da comunidade, em todos os momentos da vida.
Diante das definições acima e de outros autores citados na apostila, podemos concluir que a diferença básica entre ambas é que o Aconselhamento Cristão é um tipo de aconselhamento comunicado com base na “Palavra de Deus”, com a utilização de princípios bíblicos, com a finalidade de orientar a conduta e as decisões dos indivíduos aconselhados.
O Aconselhamento Pastoral poderá ser de curto prazo, apenas nos momentos de crise que passamos durante um período de nossas vidas. Enquanto que a Poimênica é um ministério contínuo de auxílio em todos os momentos de nossa vida.
Afirmo profissional ou não pelo fato de que o Aconselhamento Pastoral ou cristão não está adstrito apenas ao pastor ou sacerdote religioso, mas deve ser uma responsabilidade de toda a comunidade cristã, de todo cristão, oferecendo, desta forma, qualidade de vida para os irmãos de fé de uma comunidade, conforme conceituação de Schneider-Harpprecht.
2 – Qual a diferença entre Aconselhamento Cristão e Poimênica?
De acordo com Clinebell, o Aconselhamento Cristão é “uma dimensão da Poimênica, a qual se utiliza de vários métodos terapêuticos e espirituais de cura para ajudar as pessoas a lidar com suas crises, conflitos e problemas numa forma que conduz ao crescimento e à experimentar à cura do seu estado de fraqueza, abatimento e sem energia”.
Para Clinebell, a Poimênica é um ministério de serviço de ajuda ampla e inclusiva das pessoas através de cura e crescimento mútuo, no seio da comunidade, em todos os momentos da vida.
Diante das definições acima e de outros autores citados na apostila, podemos concluir que a diferença básica entre ambas é que o Aconselhamento Cristão é um tipo de aconselhamento comunicado com base na “Palavra de Deus”, com a utilização de princípios bíblicos, com a finalidade de orientar a conduta e as decisões dos indivíduos aconselhados.
O Aconselhamento Pastoral poderá ser de curto prazo, apenas nos momentos de crise que passamos durante um período de nossas vidas. Enquanto que a Poimênica é um ministério contínuo de auxílio em todos os momentos de nossa vida.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
A questão do método na Teologia da Libertação
O questionamento que realizamos sobre o tema em questão é o seguinte: Qual método ou hermenêutica seria o mais próximo da realidade e da verdade? Dificilmente encontraremos a resposta para esta pergunta, pois todos os métodos de interpretação da Bíblia procuram justificar-se dentro de seus próprios pontos de vista.
Existem vários fatores que fazem com que haja uma diversidade de interpretações da Bíblia Sagrada, dentre os quais destacamos: as condições sociais, a ideologia de quem efetua a análise, o conceito de revelação, A Bíblia, o subjetivismo, o relativismo, etc.
Os fatores acima, em nossa opinião contribuem para que se cheguem aos resultados teológicos e práticos totalmente divergentes ou opostos entre si.
A nosso ver, primeiramente, enxergamos como problema principal a relativização e subjetivação ao interpretar a Bíblia. Afinal, Ela é ou não é a Palavra de Deus? Ela é Palavra de Deus ou de Homem? Ou somente contem a Palavra de Deus, misturada com mitos e lendas e sujeita à falhas?
De acordo com os textos estudados, “a subjetividade e arbitrariedade filosófica da hermenêutica da TL já foram demonstradas, de modo que com seus novos óculos os liberacionistas podem ver o que quiserem nas Escrituras”.
Defendemos um princípio protestante denominado “sola fide, sola gratia, sola scriptura”. Somente pela fé, pela graça e pelas Escrituras é que chegaremos a um consenso bíblico.
Portanto, em nosso entendimento, consideramos a Bíblia como Palavra de Deus e a mesma deve ser estudada e analisada com equilíbrio, numa perspectiva global, ou seja, a “Bíblia interpreta-se a si mesma”. Ao analisarmos um texto bíblico, deve-se tomar muito cuidado. Deve-se levar em consideração o texto bíblico, refletir sobre o seu contexto, para não criar-se um pretexto e justificar-se o que quiser nas Sagradas Escrituras.
Existem vários fatores que fazem com que haja uma diversidade de interpretações da Bíblia Sagrada, dentre os quais destacamos: as condições sociais, a ideologia de quem efetua a análise, o conceito de revelação, A Bíblia, o subjetivismo, o relativismo, etc.
Os fatores acima, em nossa opinião contribuem para que se cheguem aos resultados teológicos e práticos totalmente divergentes ou opostos entre si.
A nosso ver, primeiramente, enxergamos como problema principal a relativização e subjetivação ao interpretar a Bíblia. Afinal, Ela é ou não é a Palavra de Deus? Ela é Palavra de Deus ou de Homem? Ou somente contem a Palavra de Deus, misturada com mitos e lendas e sujeita à falhas?
De acordo com os textos estudados, “a subjetividade e arbitrariedade filosófica da hermenêutica da TL já foram demonstradas, de modo que com seus novos óculos os liberacionistas podem ver o que quiserem nas Escrituras”.
Defendemos um princípio protestante denominado “sola fide, sola gratia, sola scriptura”. Somente pela fé, pela graça e pelas Escrituras é que chegaremos a um consenso bíblico.
Portanto, em nosso entendimento, consideramos a Bíblia como Palavra de Deus e a mesma deve ser estudada e analisada com equilíbrio, numa perspectiva global, ou seja, a “Bíblia interpreta-se a si mesma”. Ao analisarmos um texto bíblico, deve-se tomar muito cuidado. Deve-se levar em consideração o texto bíblico, refletir sobre o seu contexto, para não criar-se um pretexto e justificar-se o que quiser nas Sagradas Escrituras.
Teologia Feminista, Negra e Indígena
Cremos serem legítimos tais segmentos reivindicarem seus direitos, pois todos são seres humanos, dotados de dignidade.
As mulheres, os negros e os índios são segmentos desprezados e marginalizados perante a sociedade. Por isso, tais reivindicações são legítimas e de pleno direito.
A Teologia da Libertação trabalha estes temas numa perspectiva libertadora das amarras do preconceito social existente de longa data.
As mulheres sempre foram marginalizadas desde os tempos bíblicos. Os índios foram dizimados no período do descobrimento do Brasil. E os negros escravizados durante o período da monarquia no Brasil.
Todos são seres humanos e devem ser protegidos em seus direitos como pessoa humana.
Apesar de a Teologia da Libertação trabalhar esses temas, muito ainda falta para conquistarem seu espaço numa sociedade totalmente impregnada de preconceitos e intolerância frente a estes segmentos marginalizados.
Há necessidade de se divulgarem mais estes temas numa perspectiva ecumênica em todas as religiões. No entanto, existem muitas religiões que ainda legitimam suas práticas, usando a própria Bíblia para justificarem seus atos.
Se realizarmos uma exegese acurada das Escrituras Sagradas existem passagens que afirmam que as mulheres devem ficar caladas na Igreja e os negros foram amaldiçoados pelo próprio Deus.
O problema ainda persiste na hermenêutica Bíblica, pois existem argumentos para todo tipo de dominação e legitimação do status quo. O patriarcalismo ainda é dominante no meio religioso e cada vez mais necessita-se quebrar os paradigmas teológicos existentes.
As mulheres reivindicam igualdade perante os homens e a Constituição Federal de 1988 lhes dá essa garantia. Apesar de as mulheres terem conquistado o espaço que antes eram ocupados pelos homens, infelizmente ainda continuam presas ao lar e a sua vida profissional possui dupla jornada. Conquistaram liberdade profissional, mas ainda continuam fortemente ligadas aos seus lares e estão sobrecarregadas de trabalho doméstico e profissional.
Os negros conquistaram seu espaço no meio social e atualmente têm acesso ao ensino superior através das políticas de quotas para negros. Discutem-se, no entanto, se tais quotas são ou não dicriminalizadoras. Seria essa uma solução para a exclusão social dos negros? Este é um questionamento que tem gerado muita polêmica.
Os índios estão clamando pela sobrevivência, pois a maioria está sendo dizimada e desprezada pelo governo e pela sociedade e sofrem com a ausência de uma política de demarcação de suas terras.
Uma das iniciativas seriam estes segmentos deixarem de ser vítimas e serem protagonistas de sua própria história, reivindicando assim os seus direitos perante a sociedade dominante. Necessitam quebrar o “status quo” dominante e dessa forma conquistarem o seu espaço no campo social e teológico.
As mulheres, os negros e os índios são segmentos desprezados e marginalizados perante a sociedade. Por isso, tais reivindicações são legítimas e de pleno direito.
A Teologia da Libertação trabalha estes temas numa perspectiva libertadora das amarras do preconceito social existente de longa data.
As mulheres sempre foram marginalizadas desde os tempos bíblicos. Os índios foram dizimados no período do descobrimento do Brasil. E os negros escravizados durante o período da monarquia no Brasil.
Todos são seres humanos e devem ser protegidos em seus direitos como pessoa humana.
Apesar de a Teologia da Libertação trabalhar esses temas, muito ainda falta para conquistarem seu espaço numa sociedade totalmente impregnada de preconceitos e intolerância frente a estes segmentos marginalizados.
Há necessidade de se divulgarem mais estes temas numa perspectiva ecumênica em todas as religiões. No entanto, existem muitas religiões que ainda legitimam suas práticas, usando a própria Bíblia para justificarem seus atos.
Se realizarmos uma exegese acurada das Escrituras Sagradas existem passagens que afirmam que as mulheres devem ficar caladas na Igreja e os negros foram amaldiçoados pelo próprio Deus.
O problema ainda persiste na hermenêutica Bíblica, pois existem argumentos para todo tipo de dominação e legitimação do status quo. O patriarcalismo ainda é dominante no meio religioso e cada vez mais necessita-se quebrar os paradigmas teológicos existentes.
As mulheres reivindicam igualdade perante os homens e a Constituição Federal de 1988 lhes dá essa garantia. Apesar de as mulheres terem conquistado o espaço que antes eram ocupados pelos homens, infelizmente ainda continuam presas ao lar e a sua vida profissional possui dupla jornada. Conquistaram liberdade profissional, mas ainda continuam fortemente ligadas aos seus lares e estão sobrecarregadas de trabalho doméstico e profissional.
Os negros conquistaram seu espaço no meio social e atualmente têm acesso ao ensino superior através das políticas de quotas para negros. Discutem-se, no entanto, se tais quotas são ou não dicriminalizadoras. Seria essa uma solução para a exclusão social dos negros? Este é um questionamento que tem gerado muita polêmica.
Os índios estão clamando pela sobrevivência, pois a maioria está sendo dizimada e desprezada pelo governo e pela sociedade e sofrem com a ausência de uma política de demarcação de suas terras.
Uma das iniciativas seriam estes segmentos deixarem de ser vítimas e serem protagonistas de sua própria história, reivindicando assim os seus direitos perante a sociedade dominante. Necessitam quebrar o “status quo” dominante e dessa forma conquistarem o seu espaço no campo social e teológico.
Estratégias e ações para que a Teologia da Libertação seja atualizada
Não basta que se realize a opção preferencial pelos pobres no âmbito teórico, mas sim no plano prático, na práxis da teologia em favor dos pobres, oprimidos e marginalizados.
Há necessidade de se realizar uma mudança radical e atualizada para com a Teologia da Libertação, pois a mesma, apesar de no início ter realizado a opção preferencial pelos pobres, atualmente existem forças antagônicas que se degladiam dentro de si mesma.
De um lado, constata-se uma ala dentro da própria Igreja Católica principalmente que defende a legitimação do “status quo” dominante e o fortalecimento da Igreja Institucional.
De outro, temos ainda a defesa e a opção preferencial pelos pobres dentro da Teologia da Libertação, ainda presente numa ala dentro da Igreja Católica, mas que se encontra fragilizada, sufocada e silenciada pela estrutura dominante.
Há também algumas denominações protestantes históricas, tais como as Igrejas Luteranas, que ainda defendem a Teologia da Libertação e algumas do segmento evangélico.
Como afirmado no texto pelo próprio autor: “boa parte deles deixou a luta ao lado dos pobres para dedicar-se a consolidação de organizações por eles criadas”.
Como visto, muitos estão preocupados com o bem-estar e consolidação de suas próprias organizações criadas às custas da defesa ideológica da Teologia da Libertação.
Há necessidade de um retorno urgente aos primórdios ideológicos desse movimento, caso contrário, o mesmo irá se estagnar pouco a pouco em suas próprias ideias.
Enquanto existir a legitimação do poder dominante pelo “status quo”, através de sistemas econômicos e políticos dominantes, e podemos até afirmar, religioso, dificilmente a Teologia da Libertação poderá se tornar uma realidade concreta e efetiva, sem a devida superação desses problemas.
Há necessidade de se realizar uma mudança radical e atualizada para com a Teologia da Libertação, pois a mesma, apesar de no início ter realizado a opção preferencial pelos pobres, atualmente existem forças antagônicas que se degladiam dentro de si mesma.
De um lado, constata-se uma ala dentro da própria Igreja Católica principalmente que defende a legitimação do “status quo” dominante e o fortalecimento da Igreja Institucional.
De outro, temos ainda a defesa e a opção preferencial pelos pobres dentro da Teologia da Libertação, ainda presente numa ala dentro da Igreja Católica, mas que se encontra fragilizada, sufocada e silenciada pela estrutura dominante.
Há também algumas denominações protestantes históricas, tais como as Igrejas Luteranas, que ainda defendem a Teologia da Libertação e algumas do segmento evangélico.
Como afirmado no texto pelo próprio autor: “boa parte deles deixou a luta ao lado dos pobres para dedicar-se a consolidação de organizações por eles criadas”.
Como visto, muitos estão preocupados com o bem-estar e consolidação de suas próprias organizações criadas às custas da defesa ideológica da Teologia da Libertação.
Há necessidade de um retorno urgente aos primórdios ideológicos desse movimento, caso contrário, o mesmo irá se estagnar pouco a pouco em suas próprias ideias.
Enquanto existir a legitimação do poder dominante pelo “status quo”, através de sistemas econômicos e políticos dominantes, e podemos até afirmar, religioso, dificilmente a Teologia da Libertação poderá se tornar uma realidade concreta e efetiva, sem a devida superação desses problemas.
Resumo crítico do artigo: a Teologia da Libertação: o problema das origens
No excelente artigo acima, de autoria de Mairon Escorsi Valério, o mesmo realiza uma abordagem do problema das origens da Teologia da Libertação. No entanto, não o enxergamos como problema, mas sim como uma abordagem do discurso religioso desse segmento teológico.
No início do artigo, o autor cita Foucault como um dos defensores do discurso, o qual em sua afirmação “passa por um processo de ordenação”. Na opinião de Foucault, o discurso passa por três processos básicos: o processo externo de exclusão, o poder exercido no interior do próprio discurso e as suas regras de efetivação.
O discurso da Teologia da Libertação fundamenta-se basicamente na busca e na volta às origens da “Igreja Primitiva”.
Em seguida, o autor apresentar defensores da Teologia da Libertação tais como Boff e Casaldáliga, os quais defendem que a “Igreja Primitiva” foi corrompida pela “Igreja Institucional”, através da união do poder romano com o poder religioso da época, fazendo com que a igreja se tornasse corrupta, impura, devendo a mesma ser reformada e purificada. Com isso, a Igreja tornou-se o “ópio do povo”, citando Marx e um fator de legitimação do “status quo” dominante.
Na opinião dos defensores da Teologia da Libertação, a “Igreja Primitiva era pobre e feita para os pobres”, daí a necessidade de se retornar aos primórdios e às origens da “Igreja pura” e sem mácula do Novo Testamento, descrita principalmente no Livro de Atos, onde todos os pobres e marginalizados viviam em comunidade e tudo lhes era comum. A partir desse pensamento, defende-se o socialismo cristão da Igreja Primitiva, citando-se várias passagens bíblicas, tanto do Antigo como do Novo Testamento.
Todo discurso religioso procura fundamentar-se nas Escrituras Sagradas e todos os movimentos religiosos prometem o retorno às origens. No entanto, a maioria não consegue cumprir com tal promessa e acabam se tornando corrompidos pelo sistema institucional. Cremos ser uma utopia a Igreja atual retornar aos primórdios da Igreja Primitiva. Muitos se esforçam, mas não conseguem. Fazem promessas, mas não cumprem.
Acreditamos ser válido a defesa dos pobres, oprimidos e marginalizados pela Teologia da Libertação. No entanto, não podemos nos esquecer que nos encontramos num período delicado da história da humanidade, onde vivemos num relativismo e subjetivismo exacerbado e cada um vive para si mesmo. Estamos no pós-modernismo, materialismo, hedonismo e na corrida pela própria sobrevivência. É cada um por si e Deus por todos. Não deveria ser assim, mas infelizmente é o que vislumbramos.
A Teologia da Libertação nos oferece as ferramentas hermenêuticas para a libertação do sistema dominante. Porém, não devemos considerá-la como único e exclusivo caminho. Existem outras teologias que também devem ser consideradas.
Defendemos uma autêntica teologia bíblica, fundamentada nas Escrituras Sagradas, como verdade escrita pelo próprio dedo de Deus para os nossos dias. Este sistema de coisas logo irá se desintegrar, pois aguardamos “novos céus e nova terra”, que ser humano algum jamais viu ou ouviu falar. Aguardamos uma nova terra onde já não haverá mais lágrimas, nem dor, nem doenças, nem morte. Aguardamos a nova Canaã celestial, onde o nosso Grande Deus já preparou para cada um de Seus filhos. Amém!
No início do artigo, o autor cita Foucault como um dos defensores do discurso, o qual em sua afirmação “passa por um processo de ordenação”. Na opinião de Foucault, o discurso passa por três processos básicos: o processo externo de exclusão, o poder exercido no interior do próprio discurso e as suas regras de efetivação.
O discurso da Teologia da Libertação fundamenta-se basicamente na busca e na volta às origens da “Igreja Primitiva”.
Em seguida, o autor apresentar defensores da Teologia da Libertação tais como Boff e Casaldáliga, os quais defendem que a “Igreja Primitiva” foi corrompida pela “Igreja Institucional”, através da união do poder romano com o poder religioso da época, fazendo com que a igreja se tornasse corrupta, impura, devendo a mesma ser reformada e purificada. Com isso, a Igreja tornou-se o “ópio do povo”, citando Marx e um fator de legitimação do “status quo” dominante.
Na opinião dos defensores da Teologia da Libertação, a “Igreja Primitiva era pobre e feita para os pobres”, daí a necessidade de se retornar aos primórdios e às origens da “Igreja pura” e sem mácula do Novo Testamento, descrita principalmente no Livro de Atos, onde todos os pobres e marginalizados viviam em comunidade e tudo lhes era comum. A partir desse pensamento, defende-se o socialismo cristão da Igreja Primitiva, citando-se várias passagens bíblicas, tanto do Antigo como do Novo Testamento.
Todo discurso religioso procura fundamentar-se nas Escrituras Sagradas e todos os movimentos religiosos prometem o retorno às origens. No entanto, a maioria não consegue cumprir com tal promessa e acabam se tornando corrompidos pelo sistema institucional. Cremos ser uma utopia a Igreja atual retornar aos primórdios da Igreja Primitiva. Muitos se esforçam, mas não conseguem. Fazem promessas, mas não cumprem.
Acreditamos ser válido a defesa dos pobres, oprimidos e marginalizados pela Teologia da Libertação. No entanto, não podemos nos esquecer que nos encontramos num período delicado da história da humanidade, onde vivemos num relativismo e subjetivismo exacerbado e cada um vive para si mesmo. Estamos no pós-modernismo, materialismo, hedonismo e na corrida pela própria sobrevivência. É cada um por si e Deus por todos. Não deveria ser assim, mas infelizmente é o que vislumbramos.
A Teologia da Libertação nos oferece as ferramentas hermenêuticas para a libertação do sistema dominante. Porém, não devemos considerá-la como único e exclusivo caminho. Existem outras teologias que também devem ser consideradas.
Defendemos uma autêntica teologia bíblica, fundamentada nas Escrituras Sagradas, como verdade escrita pelo próprio dedo de Deus para os nossos dias. Este sistema de coisas logo irá se desintegrar, pois aguardamos “novos céus e nova terra”, que ser humano algum jamais viu ou ouviu falar. Aguardamos uma nova terra onde já não haverá mais lágrimas, nem dor, nem doenças, nem morte. Aguardamos a nova Canaã celestial, onde o nosso Grande Deus já preparou para cada um de Seus filhos. Amém!
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