Os autores da Teologia da Libertação são em sua grande maioria provenientes e formados nas escolas teológicas da Europa ou na América do Norte e, com isso, trouxeram ferramentas metodológicas e hermenêuticas para o desenvolvimento e crescimento de uma nova perspectiva teológica.
No entanto, com a chegada desses teólogos, vieram também novas filosofias, juntamente com os paradigmas do pensamento ocidental, os quais determinam metodologias próprias para se chegarem à verdade. Creio ser esta uma fraqueza da influência Européia na Teologia Latino Americana, pois, acaba relativizando-se a verdade subjetivamente.
Diante disso, surgem vários “ismos”, provenientes do pensamento teológico europeu. Surge o pluralismo religioso e a Bíblia já não é mais considerada como a Palavra de Deus, mas sim como um conjunto de lendas e mitos. Surge também um novo conceito de Deus, negando-se desta forma elementos essenciais da cristologia, interpretando Deus subjetivamente.
De outro lado temos, porém, o fortalecimento do pensamento teológico com novas ferramentas metodológicas e hermenêuticas, criando, assim, novas formas de interpretar a realidade da teologia na América Latina. Este seria um forte aspecto e ponto positivo da influência Européia na Teologia Latino Americana.
Severino Brêda da Silva - Doutor em Ciências da Religião (PUC/GO); Doutorando em Direito (UMSA - Argentina); Mestre em Teologia - Educação e Religião (EST/RS); Bacharel em Ciências Contábeis (UFMT), Teologia (UNIGRAN) e Direito (UNIC); Empresário Contábil.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Importância da História da Igreja Cristã no contexto sócio, político e econômico para fazer Teologia
É sabido que a teologia não surge do nada, do vácuo. Ela surge da revelação de Deus na História, dentro da realidade social. A teologia se desenvolve dentro de um contexto social, político e econômico e cabe ao teólogo interpretar a realidade dentro desse contexto.
Destaca-se a importância da história da Igreja Cristã para analisar os fatos e os acontecimentos históricos ligados à Igreja.
O teólogo não deixa de ser também um sociólogo ou um político, pois ele está sempre ligado aos fatos e acontecimentos sociais e refletindo sobre a influência dos mesmos no meio religioso.
Diante disso, surge a Teologia para traçar um panorama da realidade social e os seus reflexos no pensar teológico à luz da Palavra de Deus.
Constata-se atualmente, o crescimento do subjetivismo e relativismo religioso, da tolerância e intolerância religiosa, dos diversos tipos de fundamentalismos, etc. Com isso, surge a necessidade da história da Igreja analisar e interpretar estes fatos à luz das profecias bíblicas para os últimos tempos, se é que já estamos nele ou não. Diante desses acontecimentos, surge a figura do teólogo com as ferramentas da História para interpretar e analisar essa realidade.
Portanto, pode-se afirmar sem sombra de dúvida da importância e do lugar da história da Igreja Cristã à luz dos acontecimentos sociais, políticos e econômicos na sociedade.
Destaca-se a importância da história da Igreja Cristã para analisar os fatos e os acontecimentos históricos ligados à Igreja.
O teólogo não deixa de ser também um sociólogo ou um político, pois ele está sempre ligado aos fatos e acontecimentos sociais e refletindo sobre a influência dos mesmos no meio religioso.
Diante disso, surge a Teologia para traçar um panorama da realidade social e os seus reflexos no pensar teológico à luz da Palavra de Deus.
Constata-se atualmente, o crescimento do subjetivismo e relativismo religioso, da tolerância e intolerância religiosa, dos diversos tipos de fundamentalismos, etc. Com isso, surge a necessidade da história da Igreja analisar e interpretar estes fatos à luz das profecias bíblicas para os últimos tempos, se é que já estamos nele ou não. Diante desses acontecimentos, surge a figura do teólogo com as ferramentas da História para interpretar e analisar essa realidade.
Portanto, pode-se afirmar sem sombra de dúvida da importância e do lugar da história da Igreja Cristã à luz dos acontecimentos sociais, políticos e econômicos na sociedade.
Temas da História da Igreja na América Latina
O autor Prof. Wilhelm Wachholz, Doutor em Teologia pela Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, instituição esta ligada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana nos apresenta em seu artigo: Temas da História da Igreja na América Latina, um esboço da história da Igreja, através dos tempos, desde a Reforma até os dias atuais.
De início, nos apresenta questionamentos sobre a História da Igreja como objeto de estudo, seu significado e qual o seu lugar na Historia da Teologia. Em seguida, o autor apresenta Jesus Cristo como pressuposto e fundamento da História, pois Ele encarnou-Se e se fez história na história humana.
Afirma que para conhecermos e compreendermos a Igreja necessitamos conhecer a sua história. Para compreendermos a Igreja, necessitamos reconhecer que “Cristo produz a Igreja”, pois a História é obra de Deus, assim como toda ela é obra humana. Ela é inteiramente provocada por Deus e ao mesmo tempo em que é inteiramente história dos seres humanos. A partir desse pensamento, perguntamos pelo sentido da História a partir do próprio Deus.
No tópico seguinte, o autor nos apresenta uma Metodologia para uma História da Igreja na América Latina e afirma que há um problema entre o cientista crente e o não crente, pois o último não tem compromisso com a Igreja e a sua História. Daí enfatiza-se que é desejável uma colaboração mútua entre ambos.
Ao final, a partir do tópico 3 em diante, o autor apresenta uma série de propostas de periodização para a História da Igreja na América Latina, com base nos principais acontecimentos, a partir do Cehila (1973), e dos principais autores que abordam a temática da História da Igreja, iniciando por Enrique Dussel (1972), Eduardo Hoornaert (1973), Alberto Methol Ferre (1968), dividindo, assim, a História da Igreja em vários períodos e fases.
De início, nos apresenta questionamentos sobre a História da Igreja como objeto de estudo, seu significado e qual o seu lugar na Historia da Teologia. Em seguida, o autor apresenta Jesus Cristo como pressuposto e fundamento da História, pois Ele encarnou-Se e se fez história na história humana.
Afirma que para conhecermos e compreendermos a Igreja necessitamos conhecer a sua história. Para compreendermos a Igreja, necessitamos reconhecer que “Cristo produz a Igreja”, pois a História é obra de Deus, assim como toda ela é obra humana. Ela é inteiramente provocada por Deus e ao mesmo tempo em que é inteiramente história dos seres humanos. A partir desse pensamento, perguntamos pelo sentido da História a partir do próprio Deus.
No tópico seguinte, o autor nos apresenta uma Metodologia para uma História da Igreja na América Latina e afirma que há um problema entre o cientista crente e o não crente, pois o último não tem compromisso com a Igreja e a sua História. Daí enfatiza-se que é desejável uma colaboração mútua entre ambos.
Ao final, a partir do tópico 3 em diante, o autor apresenta uma série de propostas de periodização para a História da Igreja na América Latina, com base nos principais acontecimentos, a partir do Cehila (1973), e dos principais autores que abordam a temática da História da Igreja, iniciando por Enrique Dussel (1972), Eduardo Hoornaert (1973), Alberto Methol Ferre (1968), dividindo, assim, a História da Igreja em vários períodos e fases.
Teologia Bíblica do Novo Testamento e Seus Métodos
Na disciplina de Teologia Bíblica do Novo Testamento estudamos vários métodos de interpretação, o quais destacamos os principais.
São eles:
a) Método Histórico-Kerigmático;
b) Método da História da Salvação;
c) Método Histórico-Positivo;
d) Método Sistemático.
O Método Histórico-Kerigmático tem como pano de fundo a Teologia do Novo Testamento de Rudolf Bultmann que teve como principal discípulo Hans Conzelmann, que tentou atualizar e corrigir o trabalho de seu mestre.
Bultmann procurava interpretar a fé num sentido existencial, sem levar em consideração o Jesus Histórico. Já Conzelmann procura reformular o trabalho de seu mestre interpretando o Novo Testamento à luz da história da tradição, sem, contudo, ainda não levar em consideração o Jesus Histórico, assim como seu mestre Bultmann. ` Sua obra assim, como a de seu mestre, em nossa opinião possui limitações hermenêuticas e teológicas, mas, porém, é considerado como merecedora de todo respeito pelos especialistas.
Já o Método da História da Salvação possui como expoentes os teólogos Oscar Culmann e Leonhard Goppelt.
Tal método apresenta três princípios comuns sobre a Teologia do Novo Testamento:
a) A Bíblia, tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento é considerada como uma unidade;
b) A Bíblia é interpretada à luz da história da salvação, como obra de Deus em primeiro plano, enquanto que o aspecto doutrinário é deixado em plano secundário;
c) Jesus ocupa o centro desse método, pois ele é o cumprimento da promessa e do futuro escatológico.
Já o Método Histórico-Positivo possui como expoentes os teólogos Werner Georg Kümmel e Joaquim Jeremias, ambos defensores do método histórico-crítico.
Ao contrário de Bultmann, Kümmel adota a palavra kerigma, ao invés da terminologia existencial.
Já Jeremias coloca a pregação e a mensagem do Jesus Histórico, ao contrário de Bultmann, que não o considerava, somente o sentido existencial.
E para finalizar, o Método Sistemático, que de acordo com a apostila, mostra-se mais problemático, porque corre o perigo de se perder a reconstrução histórica e a verdadeira e autêntica interpretação do Novo Testamento.
O principal expoente desta corrente foi o católico Karl Hermann Schelkle, com a exposição de sua obra em cinco volumes, a qual apresenta os temas da criação, a teologia trinitária, o Ethos cristão e a consumação da criação e da salvação. Para este teólogo “A Escritura é a Palavra de Deus”.
Diante de tantos métodos apresentados, cabe-nos um posicionamento a respeito. Somos da opinião de que a Bíblia é a Palavra de Deus, divinamente inspirada pelo Espírito Santo. A consideramos como um conjunto sistemático, como um todo, um conjunto coordenado de instruções e orientações para os filhos de Deus, tanto para o passado, como para o presente e o futuro. Consideramos as Escrituras Sagradas, tanto o Antigo, quanto o Novo Testamento, como “Palavra de Deus”. Não concordamos com as ditas “teologias” que desconsideram Jesus como um fato real e verdadeiro, ou seja, que negam o Jesus Histórico. Tais teorias negam a existência da pessoa de Jesus Cristo e o colocam num patamar não divino e realizam uma interpretação somente existencial e simbólica da pessoa de Jesus Cristo.
São eles:
a) Método Histórico-Kerigmático;
b) Método da História da Salvação;
c) Método Histórico-Positivo;
d) Método Sistemático.
O Método Histórico-Kerigmático tem como pano de fundo a Teologia do Novo Testamento de Rudolf Bultmann que teve como principal discípulo Hans Conzelmann, que tentou atualizar e corrigir o trabalho de seu mestre.
Bultmann procurava interpretar a fé num sentido existencial, sem levar em consideração o Jesus Histórico. Já Conzelmann procura reformular o trabalho de seu mestre interpretando o Novo Testamento à luz da história da tradição, sem, contudo, ainda não levar em consideração o Jesus Histórico, assim como seu mestre Bultmann. ` Sua obra assim, como a de seu mestre, em nossa opinião possui limitações hermenêuticas e teológicas, mas, porém, é considerado como merecedora de todo respeito pelos especialistas.
Já o Método da História da Salvação possui como expoentes os teólogos Oscar Culmann e Leonhard Goppelt.
Tal método apresenta três princípios comuns sobre a Teologia do Novo Testamento:
a) A Bíblia, tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento é considerada como uma unidade;
b) A Bíblia é interpretada à luz da história da salvação, como obra de Deus em primeiro plano, enquanto que o aspecto doutrinário é deixado em plano secundário;
c) Jesus ocupa o centro desse método, pois ele é o cumprimento da promessa e do futuro escatológico.
Já o Método Histórico-Positivo possui como expoentes os teólogos Werner Georg Kümmel e Joaquim Jeremias, ambos defensores do método histórico-crítico.
Ao contrário de Bultmann, Kümmel adota a palavra kerigma, ao invés da terminologia existencial.
Já Jeremias coloca a pregação e a mensagem do Jesus Histórico, ao contrário de Bultmann, que não o considerava, somente o sentido existencial.
E para finalizar, o Método Sistemático, que de acordo com a apostila, mostra-se mais problemático, porque corre o perigo de se perder a reconstrução histórica e a verdadeira e autêntica interpretação do Novo Testamento.
O principal expoente desta corrente foi o católico Karl Hermann Schelkle, com a exposição de sua obra em cinco volumes, a qual apresenta os temas da criação, a teologia trinitária, o Ethos cristão e a consumação da criação e da salvação. Para este teólogo “A Escritura é a Palavra de Deus”.
Diante de tantos métodos apresentados, cabe-nos um posicionamento a respeito. Somos da opinião de que a Bíblia é a Palavra de Deus, divinamente inspirada pelo Espírito Santo. A consideramos como um conjunto sistemático, como um todo, um conjunto coordenado de instruções e orientações para os filhos de Deus, tanto para o passado, como para o presente e o futuro. Consideramos as Escrituras Sagradas, tanto o Antigo, quanto o Novo Testamento, como “Palavra de Deus”. Não concordamos com as ditas “teologias” que desconsideram Jesus como um fato real e verdadeiro, ou seja, que negam o Jesus Histórico. Tais teorias negam a existência da pessoa de Jesus Cristo e o colocam num patamar não divino e realizam uma interpretação somente existencial e simbólica da pessoa de Jesus Cristo.
"Neo-Esoterismo Midiático".
O sociólogo, mestre e doutor em Ciências Sociais, Silas Guerriero, autor da sua obra Novos Movimentos Religiosos: O quadro brasileiro. Paulinas, 2006, apresenta um panorama e a imensa variedade existente entre os novos movimentos religiosos. Ele discute o contexto sociocultural que tornou possível esta efervescência de religiosidades, para depois analisar suas características, tanto sociais como religiosas. Ao final, ele volta o foco para a sociedade brasileira e procura exergar aí os componentes dessas novas religiões.
A obra acima vale a pena ser lida, pois traça um perfil dos vários movimentos religiosos contemporâneos.
Antes de falarmos sobre o tema proposto, cabe no momento fazermos uma distinção entre as palavras “esoterismo” e “exoterismo”.
A Enciclópedia Eletrônica, Wikipédia nos apresenta o seguinte conceito:
“Esoterismo” é o nome genérico que designa um conjunto de tradições e interpretações filosóficas das doutrinas e religiões que buscam desvendar seu sentido oculto. O esoterismo é o termo para as doutrinas cujos princípios e conhecimentos não podem ou não devem ser "vulgarizados", sendo comunicados a um restrito número de discípulos escolhidos.
Segundo Blavatsky, criadora da moderna Teosofia, o termo "esotérico" refere-se ao que está "dentro", em oposição ao que está "fora" e que é designado como "exotérico". Designa o significado verdadeiro da doutrina, sua essência, em oposição ao exotérico que é a "vestimenta" da doutrina, sua "decoração". Também segundo Blavatsky, todas as religiões e filosofias concordam em sua essência, diferindo apenas na "vestimenta", pois todas foram inspiradas no que ela chamou de "Religião-Verdade".
Um sentido popular do termo é de afirmação ou conhecimento enigmático e impenetrável. Hoje em dia o termo é mais ligado ao misticismo, ou seja, à busca de supostas verdades e leis últimas que regem todo o universo, porém ligando ao mesmo tempo o natural com o sobrenatural.
Muitas doutrinas espiritualistas são também chamadas esotéricas.
Já a palavra “Exoterismo” é o oposto de esoterismo. A palavra deriva do vocábulo grego εξωτερική (éksôtérikí) - de fora, exterior. Significa algo que está disponível de forma pública, sem limitações, ou universal.
Muitas sociedades secretas dividem-se em duas secções: a exotérica ou "face pública" e a esotérica ou "oculta" (que se encontra atrás de portas). Assim encontramos diversas organizações como as fraternidades ou irmandades, tais como a Maçonaria, as quais estão acessíveis aos iniciados num determinado nível mas que possuem níveis cada vez mais elevados de iniciação para a progressão ou evolução de cada um dos membros.
O termo exoterismo, utilizado sobretudo na forma de adjetivo (exotérico) surge pela primeira vez nos diálogos de Aristóteles - "Ética a Eudemo" - para indicar o que é público, por oposição ao que é iniciático (oculto). Designa igualmente as cerimónias públicas nas suas manifestações (religiosas, ritualísticas) e não nos seus significados (esses, sim, esotéricos). O exoterismo, a par com o esoterismo, faz parte das ciências tradicionais.
Fonte: Wikipédia
Diante das teorias acima, podemos afirmar que está ocorrendo uma descentralização das insituições religiosas e os indivíduos já não depositam mais confiança numa instituição ou credo, devido ao desencantamento do mundo. Estão em busca de algo mais que possam completar a sua espiritualidade, buscando preencher através de um sincretismo de várias crenças, desde a antiguidade até os tempos modernos. Nisso, acabam adotando um certo encumenismo, onde não existe uma verdade absoluta, mas relativizada, com diferentes concepções de mundo, todas interagindo, sem nenhum conflito.
Portanto, o neo-esoterismo midiático atual está vivendo uma experiência ou visão de mundo altamente fragmentada e somente uma visão já não é mais considerada como portadora de uma verdade absoluta. É a influência do relativismo pós-moderno na sociedade atual.
A obra acima vale a pena ser lida, pois traça um perfil dos vários movimentos religiosos contemporâneos.
Antes de falarmos sobre o tema proposto, cabe no momento fazermos uma distinção entre as palavras “esoterismo” e “exoterismo”.
A Enciclópedia Eletrônica, Wikipédia nos apresenta o seguinte conceito:
“Esoterismo” é o nome genérico que designa um conjunto de tradições e interpretações filosóficas das doutrinas e religiões que buscam desvendar seu sentido oculto. O esoterismo é o termo para as doutrinas cujos princípios e conhecimentos não podem ou não devem ser "vulgarizados", sendo comunicados a um restrito número de discípulos escolhidos.
Segundo Blavatsky, criadora da moderna Teosofia, o termo "esotérico" refere-se ao que está "dentro", em oposição ao que está "fora" e que é designado como "exotérico". Designa o significado verdadeiro da doutrina, sua essência, em oposição ao exotérico que é a "vestimenta" da doutrina, sua "decoração". Também segundo Blavatsky, todas as religiões e filosofias concordam em sua essência, diferindo apenas na "vestimenta", pois todas foram inspiradas no que ela chamou de "Religião-Verdade".
Um sentido popular do termo é de afirmação ou conhecimento enigmático e impenetrável. Hoje em dia o termo é mais ligado ao misticismo, ou seja, à busca de supostas verdades e leis últimas que regem todo o universo, porém ligando ao mesmo tempo o natural com o sobrenatural.
Muitas doutrinas espiritualistas são também chamadas esotéricas.
Já a palavra “Exoterismo” é o oposto de esoterismo. A palavra deriva do vocábulo grego εξωτερική (éksôtérikí) - de fora, exterior. Significa algo que está disponível de forma pública, sem limitações, ou universal.
Muitas sociedades secretas dividem-se em duas secções: a exotérica ou "face pública" e a esotérica ou "oculta" (que se encontra atrás de portas). Assim encontramos diversas organizações como as fraternidades ou irmandades, tais como a Maçonaria, as quais estão acessíveis aos iniciados num determinado nível mas que possuem níveis cada vez mais elevados de iniciação para a progressão ou evolução de cada um dos membros.
O termo exoterismo, utilizado sobretudo na forma de adjetivo (exotérico) surge pela primeira vez nos diálogos de Aristóteles - "Ética a Eudemo" - para indicar o que é público, por oposição ao que é iniciático (oculto). Designa igualmente as cerimónias públicas nas suas manifestações (religiosas, ritualísticas) e não nos seus significados (esses, sim, esotéricos). O exoterismo, a par com o esoterismo, faz parte das ciências tradicionais.
Fonte: Wikipédia
Diante das teorias acima, podemos afirmar que está ocorrendo uma descentralização das insituições religiosas e os indivíduos já não depositam mais confiança numa instituição ou credo, devido ao desencantamento do mundo. Estão em busca de algo mais que possam completar a sua espiritualidade, buscando preencher através de um sincretismo de várias crenças, desde a antiguidade até os tempos modernos. Nisso, acabam adotando um certo encumenismo, onde não existe uma verdade absoluta, mas relativizada, com diferentes concepções de mundo, todas interagindo, sem nenhum conflito.
Portanto, o neo-esoterismo midiático atual está vivendo uma experiência ou visão de mundo altamente fragmentada e somente uma visão já não é mais considerada como portadora de uma verdade absoluta. É a influência do relativismo pós-moderno na sociedade atual.
Sincretismo Religioso no Brasil
Sabemos da importância da diversidade cultural em nosso país e da existência do entrecruzamento entre as diversas matrizes religiosas, devido à influência do Catolicismo e das religiões de Matriz Africana. Diante disso respeitamos todas as profissões de fé, pois vivemos num país laico, num estado democrático de direito, onde temos total liberdade de crença e de consciência concernente às nossas práticas religiosas.
No entanto, de acordo com nosso entendimento, não somos a favor do sincretismo, pois de acordo com a Palavra de Deus, não podemos servir a dois senhores. Haveremos de agradar a um e aborrecer a outro. Por isso, creio ser incompatível um praticante das religiões afro, adotar práticas do protestantismo, catolicismo ou do espiritismo ao mesmo tempo ou vice-versa. Podemos cada um praticar a sua religião e respeitar o outro, sem, no entanto, abrirmos mão de nossa crença e práticas.
Um dos movimentos religiosos que mais tem adotado o sincretismo é mais precisamente o segmento neo-pentecostal e não os pentecostais, como afirmado na apostila, pois existe diversas diferença entre um e outro.
Os ne-pentecostais se apropriaram de práticas do catolicismo e uniram com as práticas da Umbanda, do Candomblé e do Espiritismo.
Uma pessoa ao adentrar num culto neo-pentecostal certamente ficará confusa, pois não saberá se está num culto, numa missa ou num centro de candomblé, pois neste segmento a ênfase em possessões é muito grande.
Com todo respeito, não quero ser preconceituoso neste aspecto, mas creio serem incompatíveis o sincretismo dessas religiões, pois todas possuem uma visão de mundo e cosmologia e práticas diferentes uma das outras.
Podemos praticar a tolerância nas diversidades, sem, no entanto, abrirmos mão de nossa particularidade de fé, pois vivemos num país culturalmente diverso e devemos respeitas todas as confissões de fé, sem incorrermos em discriminação, intolerância ou preconceito religioso, cada um na sua prática religiosa, respeitando o outro, o diferente, sem impor a sua ideologia, como sendo a verdadeira ou superior às demais visões de mundo.
No entanto, de acordo com nosso entendimento, não somos a favor do sincretismo, pois de acordo com a Palavra de Deus, não podemos servir a dois senhores. Haveremos de agradar a um e aborrecer a outro. Por isso, creio ser incompatível um praticante das religiões afro, adotar práticas do protestantismo, catolicismo ou do espiritismo ao mesmo tempo ou vice-versa. Podemos cada um praticar a sua religião e respeitar o outro, sem, no entanto, abrirmos mão de nossa crença e práticas.
Um dos movimentos religiosos que mais tem adotado o sincretismo é mais precisamente o segmento neo-pentecostal e não os pentecostais, como afirmado na apostila, pois existe diversas diferença entre um e outro.
Os ne-pentecostais se apropriaram de práticas do catolicismo e uniram com as práticas da Umbanda, do Candomblé e do Espiritismo.
Uma pessoa ao adentrar num culto neo-pentecostal certamente ficará confusa, pois não saberá se está num culto, numa missa ou num centro de candomblé, pois neste segmento a ênfase em possessões é muito grande.
Com todo respeito, não quero ser preconceituoso neste aspecto, mas creio serem incompatíveis o sincretismo dessas religiões, pois todas possuem uma visão de mundo e cosmologia e práticas diferentes uma das outras.
Podemos praticar a tolerância nas diversidades, sem, no entanto, abrirmos mão de nossa particularidade de fé, pois vivemos num país culturalmente diverso e devemos respeitas todas as confissões de fé, sem incorrermos em discriminação, intolerância ou preconceito religioso, cada um na sua prática religiosa, respeitando o outro, o diferente, sem impor a sua ideologia, como sendo a verdadeira ou superior às demais visões de mundo.
Minha Visão Religiosa do Mundo
De acordo com o conhecimento que temos acerca da religião e de nossa fé, em conformidade com a minha visão religiosa de mundo, acredito que todos fomos feitos à imagem e semelhança de nosso Deus, Criador dos céus e da terra. Não somos fruto do acaso, nem tampouco originamos de uma bactéria ou primata.
Sou um cristão fundamentalista, que crê nas Sagradas Escrituras como sendo a verdade de Deus para os seus filhos nos últimos dias. Creio no relato literal da criação, em contraposição a teoria especulativa da evolução, fruto da invenção humana, que não pode ser provada cientificamente nem teologicamente. Fomos feitos para viver eternamente no Jardim do Éden, porém, o pecado nos excluiu da oportunidade de obtermos a vida eterna. Então, Deus, prevendo tal acontecimento, em sua grande onisciência, nos preparou o plano da redenção, enviando o seu filho Jesus Cristo, como forma de propiciação e redenção dos nossos pecados. Desta forma, Jesus tornou-se o substituto, o “Cordeiro de Deus” que tira o pecado do mundo, morrendo em nosso lugar e, através de sua misericórdia e graça obtemos novamente a vida eterna através de seu sacrifício na cruz do calvário.
Vivemos neste mundo como testemunhas de seu amor e a nossa vida consiste em glorificarmos a ele de toda a nossa alma e entendimento, dando testemunho do que Ele tem feito por nós. Somos peregrinos em terra estranha, pois a nossa pátria é celestial e almejamos morar eternamente com Jesus, onde não haverá mais lágrimas, nem morte, pestes, fomes, etc. Este mundo é passageiro e aguardamos a breve volta de nosso Criador e Redentor, Jesus Cristo, o qual virá nas nuvens dos céus com grande glória, honra e louvor.
A nossa esperança não consiste nos bens materiais que possuímos, mas nas coisas lá do alto, as quais aguardamos com grande expectativa a concretização de todas estas coisas.
Sou um cristão fundamentalista, que crê nas Sagradas Escrituras como sendo a verdade de Deus para os seus filhos nos últimos dias. Creio no relato literal da criação, em contraposição a teoria especulativa da evolução, fruto da invenção humana, que não pode ser provada cientificamente nem teologicamente. Fomos feitos para viver eternamente no Jardim do Éden, porém, o pecado nos excluiu da oportunidade de obtermos a vida eterna. Então, Deus, prevendo tal acontecimento, em sua grande onisciência, nos preparou o plano da redenção, enviando o seu filho Jesus Cristo, como forma de propiciação e redenção dos nossos pecados. Desta forma, Jesus tornou-se o substituto, o “Cordeiro de Deus” que tira o pecado do mundo, morrendo em nosso lugar e, através de sua misericórdia e graça obtemos novamente a vida eterna através de seu sacrifício na cruz do calvário.
Vivemos neste mundo como testemunhas de seu amor e a nossa vida consiste em glorificarmos a ele de toda a nossa alma e entendimento, dando testemunho do que Ele tem feito por nós. Somos peregrinos em terra estranha, pois a nossa pátria é celestial e almejamos morar eternamente com Jesus, onde não haverá mais lágrimas, nem morte, pestes, fomes, etc. Este mundo é passageiro e aguardamos a breve volta de nosso Criador e Redentor, Jesus Cristo, o qual virá nas nuvens dos céus com grande glória, honra e louvor.
A nossa esperança não consiste nos bens materiais que possuímos, mas nas coisas lá do alto, as quais aguardamos com grande expectativa a concretização de todas estas coisas.
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