sábado, 6 de setembro de 2008

A Lei na Bíblia

A lei no mundo antigo
“Olho por olho, dente por dente, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe” (Ex 21, 24,25). Esta, a lei do talião (Lv 24, 17-20; Dt 19,21) que se encontra no código de Hamurábi e nas leis assírias, de natureza social e não individual.Prevendo um castigo igual ao dano causado, visa a limitar os excessos da vingança.“Lamec disse às suas mulheres: Ada e Sela, ouvi a minha voz, mulheres de Lamec, escutai a minha palavra: Eu matei um homem por uma ferida, uma criança por uma contusão. É que Caim é vingado sete vezes, mas Lamec, setenta e sete vezes!” (Gn 4, 23-24).O caso mais claro é a execução de um assassino (Ex 21, 31-34; 21,12-17+; Lv 24,17). De fato, a aplicação dessa regra parece ter perdido desde muito cedo a sua brutalidade primitiva. As obrigações do “vingador do sangue” (Nm 35,19+) foram se purificando até se limitarem ao resgate (Rt 2,20+) e à proteção (Sl 19,15+; Is 41,14+). O enunciado do princípio continua em uso, mas sob formas mais brandas (Eclo 27. 25-29; Sb 11, 16+; 12,22). O perdão era prescrito no interior do povo israelita (Lv 19, 17-18; Eclo 10,6; 27,30-28,7) e Cristo acentuará ainda mais o mandamento do perdão (Mt 5,38-39+; 18,21-22+).Encontrado em Susa, em 1902, o Código de Hamurábi foi o primeiro paralelo extrabíblico com a lei bíblica do antigo Oriente Médio. A partir dessa data, foram descobertas a coleção suméria de Lipit-Ishtar, as leis acadêmicas de Eshnunna, as leis assírias, as leis hititas e algumas leis neobabilônicas.A maioria é mais antiga do que as leis israelitas. As leis de Lipit-Ishtar remontam a 1900-1850 a. C., as leis de Eshnunna a mais ou menos o mesmo período, as leis de Hamurábi (1728-1686), pouquíssimo posteriores, as leis assírias em sua forma típica do século XII, as próprias leis do século XV, as leis hititas em sua forma peculiar ao século XIII e cuja origem pode ser situada no século XVII; as leis neobabilônicas provavelmente provêm do século VII. Essas coleções, quando comparadas com as coleções israelitas e quando confrontadas entre si, levam os exegetas a concluírem em favor da existência de uma lei geral amplamente difundida no antigo Oriente Médio, que variava em pormenores, porém não em princípios, de uma coleção para outra.Pela comparação, evidencia-se que a lei israelita civil e criminal é um produto dessa lei geral. Mas a comparação não é provável em todos os detalhes; nenhuma das coleções está completa, e todas, com exceção da peça danificada de Hamurábi, foram conservadas apenas em fragmentos.Hamurábi fez para as leis uma introdução que consta de um prólogo histórico e termina-as com um epílogo que inclui imprecações contra os que alteram as leis. Lipit-Ishtar possui um fração de um epílogo histórico. Pode-se concluir que o prólogo e o epílogo aparecem em todas as coleções.Lendo o prólogo e o epílogo, a gente percebe que as leis não foram recebidas por meio de revelação divina; Hamurábi recebe dos deuses a delegação e a autoridade para escrever as leis e, ainda, a sabedoria necessária para escrevê-las bem, mas, apesar disto, as leis são uma composição dele.Tal composição é exagerada; o rei fala como se nunca tivesse havido outra lei antes da sua coleção. Lipit-Ishtar também fala do encargo que recebeu como rei.Além de alguns princípios e práticas em comum, todas essas leis apresentam a mesma formulação. O caso é descrito numa cláusula condicional e a decisão, penalidade ou compromisso são afirmados na apódose.“Se a mulher de um senhor for acusada pelo seu esposo, mas não tiver sido apanhada em flagrante, enquanto mantinha relações sexuais com um outro homem, ela poderá fazer um juramento por deus e voltar para sua casa” (Hamurábi 133). Essa formulação é conservada mesmo quando a descrição do caso e uma colocação complexa tornam a sentença inflexível. Deve-se supor que isso fosse tradicional e comum até o princípio do II milênio.
P..S.: Artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias-MA), em 10/07/2005.
A lei nos dez mandamentos
As leis israelitas estão contidas principalmente em coleções (impropriamente chamadas de códigos), como o decálogo, o código da aliança, o “decálogo ritual javista”, o código deuteronômico, o código da santidade e o código sacerdotal. Os dez mandamentos são encontrados em duas formulações ligeiramente diferentes, ou seja, no Êxodo 20 e no Deuteronômio 5.O fato de terem sido as dez palavras ou mandamentos entregues por Deus a Moisés no Monte Sinai está incorporado à antiga tradição hebraica (Ex 34,28; Dt 4,13; 10,4).Sua enumeração, no entanto, tem sido considerada de modos diversos nos tempos modernos.Para Filon (25 a.C.–50 d.C.), Josefo (37 a.C.–95 d.C.) e toda a patrística (século.I–século IX), elas são: 1) proibição de deuses falsos ou estrangeiros; 2) proibição de imagens; 3) uso do nome divino em vão; 4) sábado; 5) genitores; 6) homicídio; 7) adultério; 8) furto; 9) falso testemunho; 10) cobiça.Para Orígenes (185–254), Clemente de Alexandria (150–216), Agostinho (354–430) e a atual igreja latina, são: 1) proibição dos falsos deuses; 2) uso do nome divino em vão; 3) sábado; 4) genitores; 5) homicídio; 6) adultério; 7) furto; 8) falso testemunho; 9) cobiça da mulher; 10) concupiscência dos bens.Para os hebreus modernos, são: 1) Introdução: “Eu sou Iahweh teu Deus...”; 2) proibição dos falsos deuses e das imagens; 3) uso do nome divino em vão; 4) sábado; 5) genitores; 6) homicídio; 7) adultério; 8) furto; 9) falso testemunho; 10) cobiça.Os primeiros quatro mandamentos estabelecem deveres para com Deus, ao passo que os outros seis instituem obrigações para com os homens; os genitores, fontes da vida, são representantes de Deus. É provável que nenhuma das duas listas (Ex e Dt) apresente a forma primitiva do decálogo. Os intérpretes acham que originalmente os dez mandamentos fossem breves, como os do homicídio, do adultério, do furto e do falso testemunho. Os outros devem ter sido desenvolvidos com o acréscimo de razões religiosas para a sua observância. As motivações são ligeiramente diferentes nas duas redações.É assim que o mandamento do sábado se baseia numa referência à criação em seis dias, seguidos do repouso no sétimo dia, como está registrado em Gn 1, 1-2,3.A forma original da proibição da concupiscência foi expandida em dois sentidos. Em Ex, há um primeiro acréscimo com a menção à casa, que cobre todas as propriedades do próximo; depois o preceito foi aumentado ainda mais com a enumeração da mulher, dos escravos e dos animais domésticos. Em Dt, o primeiro adendo foi a menção explícita e especial da mulher; depois a norma foi estendida à casa, aos escravos e aos animais.No Novo Testamento, há alusão a mandamento em particular, mas não se encontra nenhuma referência aos mandamentos como grupo de dez.As proibições do homicídio (Mt 5,21) e do adultério (Mt 5,27) no Sermão da Montanha são citadas em paralelo com o Dt 24,1 (Mt 5,31); o mesmo ocorre com a fusão de Ex 20,7, Nm 30,3 e Dt 23,22 (Mt 5,33) e de Ex 21,24 (Mt 5,38) e Lv 19,18 (Mt 5,43).Essa, a lei que Jesus não veio para destruir, mas sim para aperfeiçoar. Todas as citações provêm da Torá, a suprema autoridade do judaísmo. Ex. 20,12 é citado em Mt 15,4 e Ef 6,2-3. Dt 5,17-21 é citado em Rm 13,9. Ex 20,13s (Dt 5,17s) é citado em Tg 2,11.Quando o jovem lhe perguntou quais eram os mandamentos, Jesus citou alguns dos dez, mas não todos e nem na ordem usual.
P..S.: artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias – MA), em 17/07/2005.
A lei no código da aliança
Código da aliança: “Não fareis deuses de prata ao lado de mim, nem fareis deuses de ouro para vós” (Ex 20, 22). “Eles não habitarão na tua terra, para que não te façam pecar contra mim, pois se servires aos seus deuses, isso te será uma cilada” (Ex 23, 33). “Far-me-ás um altar de terra, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos e os teus sacrifícios de comunhão, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo o lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti e te abençoarei. Se me edificares um altar de pedra não o farás de pedras lavradas, porque se levantares sobre ele o cinzel, profaná-lo-ás. Nem subirás o degrau do meu altar, para que não se descubra a tua nudez” (Ex 20, 22-26). O nome código da aliança provém da expressão o livro da aliança (Ex 24, 7). É possível que esta coleção tenha sido inserida fora do seu contexto adequado, e que o livro da aliança de Ex 24, 7 seja o decálogo. Mas a sua inserção pretendia incluir o código da aliança como parte da aliança do Sinai; eram essas as leis que Israel devia observar como obrigações decorrentes da aliança. Atribuído a Moisés, o código da aliança goza da suprema autoridade que Israel conferia a todas as suas leis. Certamente ele é o mais antigo dos códigos depois do decálogo. No entanto, alguns críticos o colocam antes dos dez mandamentos.A sua data só pode ser determinada de maneira relativa, e é deduzida do ambiente social e econômico que lhe servia de fundo. Não se trata de vida nômade; logo, o código pressupõe a posse de gado, cisternas, campos de trigo e plantações de vinha. Esta coletânea de leis e costumes pressupõe uma coletividade já sedentária e agrícola.Pensou-se que ela remonta, por seu fundo primitivo, aos primeiros séculos da instalação em Canaã, talvez antes da monarquia, pois o rei nunca é mencionado; mas a época de origem é difícil de determinar.As suas escassas referências a transações comerciais supõem um período anterior à monarquia. Sua data, portanto, deve situar-se mais provavelmente no período pré-monárquico.As leis civis e criminais (Ex 21, 1-22, 17), que mostram diversos pontos de contato com o código de Hamurabi, são a adaptação israelita da lei costumeira cananéia ao próprio povo de Israel. Seus contatos com o código de Hamurabi, o código hitita e o decreto de Horemheb não testemunham um empréstimo direto e sim uma fonte comum: um direito consuetudinário que se diferenciou conforme os ambientes e os povos.As prescrições do código, conforme seu conteúdo, podem ordenar-se sob três partes: direito civil e penal (Ex 21, 1-22, 20); regras para o culto (Ex 20, 22-26; 22, 28-31; 23, 10-19) e moral social (22, 21-27; 23, 1-9). Segundo a sua forma literária, essas prescrições dividem-se em duas categorias: “casuística” ou condicional, no gênero dos códigos mesopotâmicos; “apodítica” ou imperativa, no estilo do decálogo e nos textos da sabedoria egípcia.As leis de Ex 20, 22-26, 22, 18-23, 19 são humanitárias e religiosas, e têm uma formulação diferente das leis civis e criminais; estas são, com maior probabilidade, especificamente israelitas. O epílogo do código da aliança pode ser comparado ao desfecho de Hamurabi e a outras coleções israelitas. A sua inserção no seu contexto atual fez de toda a revelação do Sinai seu prólogo histórico.
P..S.: artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias – MA), em 24/07/2005.
A lei no código deuteronômico
Ao contrário de outras coleções, esse compêndio de leis não se encontra num só lugar, mas espalhado em várias fontes. Exemplo: Lv 1-7, sacrifício; Lv 11-13, pureza e impureza; Nm 29, 29, festas.É característica sua colocar a lei dentro de um contexto histórico, isto é, relacionando a origem da instituição com algum acontecimento nem sempre histórico no seu sentido genuíno. Foi assim com a proibição de sangue depois do dilúvio (Gn 9, 1-7), a lei da circuncisão que se segue à aliança feita com Abraão (Gn 17, 9-14), o ritual da Páscoa por ocasião da saída do Egito (Ex 12), a lei do sacerdócio no Sinai (Ex 28, 1; 29, 37), a lei dos levitas na partida do Sinai (Nm 3-4; 8, 5-28) e outras leis referentes aos sacerdotes e levitas depois da rebelião de Coré (Nm 16).Há outras leis rituais e cultuais que não possuem um contexto particular nos acontecimentos e são atribuídas a Moisés. Com certeza, impossível fazer um julgamento geral sobre a antiguidade delas, cuja origem deve ser estabelecida individualmente para cada caso. Muito provável que esse código seja, em muitos casos, uma lei sacerdotal, pois algumas leis rituais e cultuais tinham em vista ninguém mais a não ser os sacerdotes.Os termos israelitas para a lei, no sentido original, referem-se a leis definidas de forma e conteúdo distintas.Tôrah é o vocábulo mais comum para designar a lei no judaísmo. A sua etimologia diz que ele deriva de yarah, jogar ou deitar sortes. Assim, o seu sentido original é o do oráculo divino, revelado pela sorte. Daí ele passa a significar uma resposta divina, de modo geral. Como as respostas divinas eram comunicadas pelos sacerdotes, ele chega a exprimir a instrução sacerdotal referente a preceitos cultuais e morais. É assim mencionada em Is 8, 20; Jr 2, 8; 18, 18; Am 2, 4. A palavra enfatiza a lei como revelação de Yahweh, transmitida pelos sacerdotes.’Edôt, testemunhos. Expressão técnica usada para os termos da aliança de Yahweh com Israel, e que designa ou as promessas de Yahweh ou as obrigações que ele impõe a Israel. Por isso, o rei usava uma fórmula escrita do ’edôt na sua coroação (2Rs 11, 12). A dição ressalta a vontade revelada de Yahweh nas leis e também a concepção de lei como obrigação da aliança. Mishpat, juízo, indica uma decisão judicial. Palavra aplicada às leis civis e criminais (Ex 21, 1). Precedente judicial como fonte da lei, pode ser identificado com a formulação casuística de lei. Diversamente de tôrah,’edôt e dabar, exprime a origem humana da lei. Hôd, estatuto, literalmente, algo que ficou gravado. A sua fonte parece ser mais a autoridade pública do que um precedente judicial ou um costume.Dabar, palavra, quer dizer um pronunciamento divino e é usado para leis tão solenes como o decálogo (Ex 20, 1; 24, 3, “palavras e juízos”). Dá especial destaque à lei como sendo a vontade revelada de Yahweh e pode, mais provavelmente, ser identificada com a formulação apodítica da lei. Miçwah, mandamento, traduz a ordem emitida pela autoridade, tanto divina quanto humana, e é um termo geral que se aplica a outras ordens e não apenas à lei no sentido estrito.Na época antiga não havia ordenação propriamente dita. Era a própria função que fazia o sacerdote entrar no domínio do sagrado, iniciando o seu sacerdócio, oferecendo sacrifícios no altar, o que é a sua função essencial (Lv 1 5+), com a participação de toda a comunidade e prestando obediência ao seu código de leis.P.S.: artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias – MA), em 14/08/2005.

A lei no código da santidade
O código da santidade está reunido num só lugar, no livro do Levítico, nos capítulos 17-26, assim: 17, proibição de ingerir sangue; 18, incesto e vícios contra a natureza; 19, leis morais, cultuais e humanitárias; 20, 1-6, culto supersticioso e mágico; 20, 7-9, respeito filial; 21, 20-21, adultério, vício contra a natureza, incesto; 20, 22-26, puros e impuros; 20, 27, feitiçaria; 21, os sacerdotes; 22, 1-16, pureza dos sacerdotes e dos leigos; 22, 17-23, qualidades e defeitos dos animais sacrificais; 23, festas; 24, 1-4, a lâmpada do santuário; 24, 5-9, o pão da proposição; 24, 10-23, blasfêmia; 25, 1-7, o ano sabático; 25, 8-55, o ano jubilar, escravidão; 26, 1-2, idosos e sábado; 26, 3-46, epílogo de bênçãos e maldições.A base da lei de santidade (Lv 17-26) parece remontar ao fim da época monárquica e representar os usos do templo de Jerusalém. Encontram-se nela contatos evidentes com o pensamento de Ezequiel, que aparece assim como o desenvolvimento de um movimento pré-exílico.A santidade é um dos atributos essenciais do Deus de Israel (Lv 11, 44-45; 19, 2; 20, 26; 21, 8; 22, 32s). A idéia primeira é a de separação, de inacessibilidade, de transparência que inspira temor religioso (Ex 32, 20+).Essa santidade comunica-se àquele que se aproxima de Deus ou lhe é consagrado: os lugares (Ex 19, 12+), as épocas (Ex 16, 23; Lv 23, 4), a arca (2Sm 6, 7+), as pessoas (Ex 19, 6+), especialmente os sacerdotes (Lv 21, 6), os objetos (Ex 30, 29; Nm 18, 9) etc.Devido à sua relação com o culto, a noção de santidade liga-se à de pureza ritual: a lei de santidade é igualmente lei de pureza. Contudo, o caráter moral do Deus de Israel espiritualizou essa concepção primitiva: a separação do profano torna-se abstenção do pecado, e à pureza ritual une-se a pureza da consciência (Is 6, 3+).O código da santidade possui o epílogo, mas não o prólogo histórico; como o prefácio costuma ser encontrado com tanta freqüência, é provável que ele tenha sido destacado quando o código da santidade foi inserido em seu contexto presente, que, na opinião dos críticos, não é o original. Ele não contém a lei civil nem criminal, mas é inteiramente religioso e cultual. Os críticos acham que se trata de uma compilação exílica (cerca do ano 550 a.C. ou em época monárquica posterior) de material cuja antiguidade é indeterminada, existindo talvez nele elementos tão vetustos quanto o que há de mais antigo nas coleções israelitas.Essa coletânea de textos possui uma formulação característica. A natureza do material sugere que o código de santidade em suas origens esteja mais intimamente ligado aos sacerdotes do que o código da aliança ou o código deuteronômico.O código da santidade tem uma série notável de preceitos morais em Lv 19 e as leis mais extensas de todas as existentes a respeito do matrimônio e da moralidade sexual.
P.S.: artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias – MA), em 07/08/2005.
A lei no código sacerdotal
Ao contrário de outras coleções, esse compêndio de leis não se encontra num só lugar, mas espalhado em várias fontes. Exemplo: Lv 1-7, sacrifício; Lv 11-13, pureza e impureza; Nm 29, 29, festas.É característica sua colocar a lei dentro de um contexto histórico, isto é, relacionando a origem da instituição com algum acontecimento nem sempre histórico no seu sentido genuíno. Foi assim com a proibição de sangue depois do dilúvio (Gn 9, 1-7), a lei da circuncisão que se segue à aliança feita com Abraão (Gn 17, 9-14), o ritual da Páscoa por ocasião da saída do Egito (Ex 12), a lei do sacerdócio no Sinai (Ex 28, 1; 29, 37), a lei dos levitas na partida do Sinai (Nm 3-4; 8, 5-28) e outras leis referentes aos sacerdotes e levitas depois da rebelião de Coré (Nm 16).Há outras leis rituais e cultuais que não possuem um contexto particular nos acontecimentos e são atribuídas a Moisés. Com certeza, impossível fazer um julgamento geral sobre a antiguidade delas, cuja origem deve ser estabelecida individualmente para cada caso. Muito provável que esse código seja, em muitos casos, uma lei sacerdotal, pois algumas leis rituais e cultuais tinham em vista ninguém mais a não ser os sacerdotes.Os termos israelitas para a lei, no sentido original, referem,-se a leis definidas de forma e conteúdo distintas.Tôrah é o vocábulo mais comum para designar a lei no judaísmo. A sua etimologia diz que ele deriva de yarah, jogar ou deitar sortes. Assim, o seu sentido original é o do oráculo divino, revelado pela sorte. Daí ele passa a significar uma resposta divina, de modo geral. Como as respostas divinas eram comunicadas pelos sacerdotes, ele chega a exprimir a instrução sacerdotal referente a preceitos cultuais e morais. É assim mencionada em Is 8, 20; Jr 2, 8; 18, 18; Am 2,4. A palavra enfatiza a lei como revelação de Yahweh, transmitida através dos sacerdotes.’Edôt, testemunhos. Expressão técnica usada para os termos da aliança de Yahweh com Israel, e que designa ou as promessas de Yahweh ou as obrigações que ele impõe a Israel. Por isso, o rei usava uma fórmula escrita do ’edôt na sua coroação (2Rs 11, 12). A dição ressalta a vontade revelada de Yahweh nas leis e também a concepção de lei como obrigação da aliança. Mishpat, juízo, indica uma decisão judicial. Palavra aplicada às leis civis e criminais (Ex 21, 1). Precedente judicial como fonte da lei, pode ser identificado com a formulação casuística de lei. Diversamente de tôrah,’edôt e dabar, exprime a origem humana da lei. Hôd, estatuto, literalmente, algo que ficou gravado. A sua fonte parece ser mais a autoridade pública do que um precedente judicial ou um costume.Dabar, palavra, quer dizer um pronunciamento divino e é usado para leis tão solenes como o decálogo (Ex 20, 1; 24, 3, “palavras e juízos”). Dá especial destaque à lei como sendo a vontade revelada de Yahweh e pode, mais provavelmente, ser identificada com a formulação apodítica da lei. Miçwah, mandamento, traduz a ordem emitida pela autoridade, tanto divina quanto humana e é um termo geral que se aplica a outras ordens e não apenas à lei no sentido estrito.Na época antiga não havia ordenação propriamente dita. Era a própria função que fazia o sacerdote entrar no domínio do sagrado, iniciando o seu sacerdócio, oferecendo sacrifícios no altar, o que é a sua função essencial (Lv 1 5+), com a participação de toda a comunidade e prestando obediência ao seu código de leis.P.S.: Artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias-MA), em 14/08/2005.
A lei no judaísmo
A formulação da lei israelita é encontrada nas leis civis e criminais do código da aliança. O mesmo existe no código deuteronômico, com certas variantes. Em vez da oração condicional, emprega-se ou o particípio ou a oração relativa.Exemplo da primeira está em Ex 21, 15: ”Quem ferir seu pai ou sua mãe será morto.” A segunda é ilustrada por Lv 20, 10: ”O homem que cometer adultério com a mulher do seu próximo deverá morrer, tanto ele como a sua cúmplice.”Na maioria dos outros códigos, aparece um simples imperativo ou proibição na segunda pessoa do singular e no imperfeito. Essa formulação não encontra paralelo em outras coleções do antigo Oriente Médio. É empregado nas leis morais, rituais e cultuais, e não em leis civis e criminais. Isso é uma criação da crença religiosa israelita. Essas leis exprimem a vontade revelada de Yahweh e os termos da aliança. O rei israelita era um juiz, e não um legislador. A fonte da lei consuetudinária era o próprio costume; muitas leis existiam simplesmente porque constituíam a maneira como as coisas sempre tinham sido feitas. O juiz decidia com base no costume conhecido e aceito. Geralmente, a fonte da lei israelita era a tradição determinada pelo juiz: o rei, o ancião e o sacerdote. As coleções israelitas são todas atribuídas à revelação que Yahweh fez a Moisés. A obrigação do cumprimento de sua lei decorria da aliança, de que a vida sob a submissão à lei constituía o dever que as promessas da aliança de Yahweh lhes impuseram.Em Israel não existia distinção entre a lei secular e a lei religiosa. Toda a lei é encarada como um dever religioso e impõe uma obrigação sagrada. Yahweh é quem recompensa e castiga sua observância ou a sua violação.A concepção da lei como a vontade revelada de Deus não encontra semelhança em outras coleções do antigo Oriente Médio. Tanto Hamurabi como Lipit-Ishtar recebem dos deuses a autoridade necessária para promulgar leis e a sabedoria requerida para formulá-las; mas as leis são resultantes de sua própria obra, de sua obra pessoal. Depois do exílio, a lei deixou de ser a regra que regia uma sociedade política independente; o judaísmo preservou-a, no entanto, fazendo dela um guia para a vida. O termo Torá (Tôrah) é usado para descrever toda a lei, uso que aparece também em textos pré-exílicos (Jr 8, 8; 9, 12; Os 4, 6; 5) e chega a exprimir o Pentateuco (2Mc 15, 9; Eclo 1, prólogo 1. 8. 24).Os escribas pós-exílicos identificam a lei com a sabedoria (Eclo 24; 39, 1-11) e nela encontram todo o conhecimento, humano e divino. A alegria dos judeus diante da lei reflete-se na Torá e nos salmos 19 e 119.Os rabinos incluíam a Torá entre os seres que existiam antes da criação. Por isso, a observância da lei era perfeição. Surgiu no judaísmo uma escola de fé que interpretava as obrigações da lei no sentido mais rigoroso. Para proteger o cumprimento da lei, seus adeptos “construíram um muro” em torno da lei; o muro consistia em pareceres ou normas legais que ampliavam as obrigações da lei muito além do sentido das palavras e, assim, tornavam-na mais difícil de ser violada. Essa, a “lei oral”, à qual se atribuía o segundo lugar em autoridade somente em relação à própria Torá, e cuja origem, mediante uma construção artificial, remontava ao próprio Moisés. Ela estava preparada para incluir 613 “mandamentos” diferentes.
P.S.: artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias – MA), em 21/08/2005.
A lei no novo testamento
No século II a.C., Ptolomeu II Filadelfo (283-246 a.C.) desejava ter, na grande biblioteca que fundara em Alexandria, uma versão do hebraico para o grego dos livros sagrados dos judeus. A seu pedido, 72 homens, seis de cada uma das 12 tribos, foram enviados a Jerusalém para fazer a tradução (LXX), que foi realizada para a grande comunidade judaica daquela cidade. A partir dessa época, foi introduzido o termo grego nomos (lei), para trasladar tôrah, significando a lei como tal, o pentateuco, o Antigo Testamento completo, o decálogo ou uma lei particular do pentateuco.Jesus observou a lei e nunca aceitou a acusação de que a houvesse violado; quando era incriminado disso, insistia que se tratava da lei oral, tradição humana (Mt 15, 3-6; Mc 7, 8s.13; Cl 2, 8), e não da torá, em que se baseava a censura (Mt 15; Mc 7).A atitude de Jesus em face da lei deve ser descrita como negativa. Os publicanos e os pecadores precedem os escribas e fariseus no reino dos céus (Mt 21, 28-32), e os pecadores arrependidos são melhores do que os justos que não têm arrependimento (escribas e fariseus, Lc 15, 1-10).As bem-aventuranças (Mt 5, 3-10) não contêm nenhum elogio à observância da lei. O reconhecimento por parte do Pai celeste depende da confissão de Jesus (Mt 10, 32s; Lc 12, 8s). Assim, Jesus declara-se o senhor do sábado (Mt 12, 8; Mc 2, 28; Lc 6,5). O publicano arrependido é perdoado, ao passo que o fariseu justo não o é (Lc 18, 9-14). Aqueles que obedecem a todas as ordens do seu senhor são servos inúteis que não fazem mais do que o seu dever (Lc 17, 7-10). Os escribas e fariseus apropriaram-se da chave do reino dos céus, de modo que nem eles entram nem permitem que outros entrem (Mt 23, 13: Lc 11, 52).A lei em relação às palavras de Jesus assemelha-se a um remendo de pano novo colocado numa roupa velha, ou ao vinho novo guardado em odres velhos (Mt 9, 16-17; Mc 2, 21-22) Lc 5, 36-37). Jesus, como filho do reino, está livre das obrigações impostas pela lei (Mt 17, 24-27). Ele não hesita em repetir e confirmar a lei (Mt 5, 21-48), e o tratamento que lhe dá aqui não tem nada da maneira rabínica; sua antítese é: “Dizia-se” e “Eu digo”. Por outro lado, a atitude de Jesus não é a de uma rejeição puramente negativa. Sua missão não consiste em anular a lei, mas em levá-la ao seu cumprimento pleno, e entra-se no reino dos céus mediante a observância da lei (Mt 5, 17-20). Quando lhe perguntaram como se alcança a vida eterna, sua resposta foi: “observa os mandamentos” (Mt 19, 16-19; Mc 10, 17-19; Lc 18, 18-20). Ele reduz toda a lei ao mandamento do amor a Deus e ao próximo (Mt 22, 34-40; Mc 12, 28-34; Lc 10, 25-28). A justiça de seus discípulos deve superar a dos escribas e fariseus (Mt 5, 20). Os escribas e fariseus capricham nas minúcias da observância e omitem a virtude essencial; eles deveriam praticar as primeiras sem desprezar a segunda (Mt 23, 23s). Essa dupla atitude deve ser relacionada com a concepção mais larga da missão de Jesus. Ele rejeita a lei como um meio suficiente de chegar-se à justiça; além da lei, a pessoa deve aceitar Jesus como alguém cujas palavras não são apenas iguais à lei, mas como alguém que vem como um novo Moisés para revelar o Pai.A lei em si é um meio insuficiente para se atingir a Deus; ela precisa ser cumprida plenamente, alcançar sua plenitude nele, Jesus. A lei é fundamentalmente aquilo que Jesus insiste que ela é: a vontade revelada de Deus. Os que aceitam essa revelação não podem fazer dela um pretexto ou uma desculpa para rejeitar a plenitude da revelação de Deus para a qual a lei se orienta.


A lei nos escritos paulinos
A atitude de Paulo diante da lei é universalmente atingida pelo problema da lei aplicada ou não aos gentios convertidos ao cristianismo. A primeira reação da comunidade cristã em face da aceitação dos gentios foi a de que esses deveriam primeiro tornar-se judeus para depois se fazerem cristãos; é lógico que os judeus os julgavam, colocando-se na situação de uma comunidade judaica.A Igreja primitiva, porém, rejeitou essa exigência; no Concílio de Jerusalém aceitou a declaração de Pedro, de que tanto os gentios quanto os judeus se salvavam pela graça de Jesus Cristo (At 15, 11), e a afirmação de Paulo, de que o homem se torna justo não pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo (Gl 2, 16).O problema especulativo do sentido e do valor da lei não ficou resolvido tão facilmente quanto o problema prático de sua observância. Porque a lei é para Paulo a vontade revelada de Deus e, por isso, seria impossível rejeitá-la.Para ele era evidente que a vida e a santidade vêm por meio de Jesus Cristo e não mediante a lei (Gl 2, 21). Se o batismo é uma morte para a vida que se vivia antes, a pessoa batizada é libertada do jugo da lei (Rm 7, 1-6). Jesus Cristo realizou o que seria impossível a lei fazer: libertar do pecado, que também é uma “lei” (Rm 8, 1-3). Paulo recorre à história de Israel para mostrar que a lei não constituía uma barreira efetiva ao pecado (Rm 2, 17-24); na verdade, a lei não é melhor do que a “lei“ que os gentios trazem em seus corações e que os faz praticar as obras da lei mesmo sem conhecê-la (Rm 2, 14-16).O Espírito vem pela fé e não pela lei (Gl 3, 2). A lei “provoca a ira” no sentido de que revela o pecado, manifesta o que há de pecado no homem e a importância deste para superar o pecado (Rm 4, 15; 5, 20; 7, 9; 2Cor 3, 6; Gl 3, 19). Porque a lei como reveladora do pecado é um instrumento de condenação, e não de salvação.O evento cristão equivale, pois, a uma nova criação (Gl 6, 15); os cristãos morreram para a lei (Rm 7, 4) com Cristo (Gl 2, 19), e, como Cristo é o novo Adão (Rm 5,15-19), a velha criação foi superada, tornou-se ultrapassada (Rm 10, 4).A lei, pela revelação que faz do pecado, trouxe uma condenação; ninguém está sujeito a ela (Gl 3, 13). Portanto, o destino da lei não era o de salvar o homem, mas de conduzi-lo a Jesus, o salvador; a lei era o pedagogo que levava as crianças à escola. Quando a criança atinge a maioridade, o trabalho do pedagogo termina. Aqui, a concepção que Paulo tem da lei atinge uma síntese.Paulo repete a palavra em que Jesus reduzia toda a lei ao mandamento do amor (Gl 5, 14). Da mesma forma, como um rabino experimentado, ele cita oportunamente a lei para ilustrar algum ponto, seguindo a maneira usada nas discussões rabínicas (1Cor 9, 8; 14, 21-34).A lei é freqüentemente mencionada em Hb, mas a ênfase recai sobre a lei natural e cultual, que explica a dignidade e a função do sacerdócio. O sacerdócio de Jesus é apresentado e explanado como um sacerdócio de Israel. Também aqui é aplicado o princípio da insuficiência da lei (Hb 7, 11.18s; 10, 1).
P.S.: artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias – MA), em 04/09/2005.
A lei em Tiago e em João
A antítese bem conhecida de Tiago não é um contraste entre a fé e a lei, mas entre a fé e as obras (Tg 2, 14-26).A sua epístola é dirigida às “doze tribos da Diáspora” (Tg 1, 1), que são os cristãos de origem judaica, dispersos no mundo greco-romano. O corpo da carta confirma que esses destinatários sejam convertidos do judaísmo.Ele as inspira na literatura sapiencial, para dela extrair lições de moral prática. Mas depende profundamente dos ensinamentos do evangelho, e seu escrito não é puramente judaico.Na epístola encontram-se o pensamento e as expressões prediletas de Jesus. Tiago é um sábio judeu-cristão que repensa as máximas da sabedoria judaica em função do cumprimento que elas encontraram na boca do Mestre.Seu primeiro assunto exalta os pobres e adverte severamente os ricos (Tg 1, 9-11; 1, 27-2, 9; 4, 13 – 5, 6): esta atenção para com os humildes, os favorecidos de Deus, prende-se à antiga tradição bíblica e de modo todo especial às bem-aventuranças do Evangelho (Mt 5, 3+).O segundo tema insiste na execução das boas obras e acautela contra a fé estéril (Tg 1, 22-27; 2,14-26).Para Tiago, o Evangelho é uma nova lei, uma lei perfeita de liberdade (Tg 1, 25). Seria falsa uma concepção da liberdade cristã que admitisse não haver obrigações impostas pela lei aos cristãos; deve-se obedecer a toda a lei (Tg 2, 8-11; 4, 11s). Tiago evidentemente não quer dizer com isto a Torá inteira; segundo Jesus e Paulo, a “lei régia” está reduzida ao único preceito do amor (Tg 2, 8), e para os cristãos ela inclui todas as obras da lei que o amor requer.O evangelho de João distingue-se dos outros evangelhos por numerosos traços: milagres que eles ignoram, como o milagre da água transformada em vinho em Caná (Jo 2, 1-12) ou a ressurreição de Lázaro (Jo 11, 1-44), longos discursos, como o que vem depois da multiplicação dos pães (Jo 6, 26-58), cristologia muito mais evoluída, que insiste particularmente sobre a divindade de Cristo (Jo 1, 1; 20, 29).Importa a João mostrar o sentido de uma história, que é tanto divina quanto humana, história e também teologia, que se desenvolve no tempo, porém mergulha na eternidade.Ele quer contar fielmente e propor à fé dos homens o acontecimento espiritual que se realizou no mundo pela vinda de Jesus Cristo: a encarnação do Verbo para a salvação dos homens.Os milagres contados são “sinais” que revelam a glória de Cristo e simbolizam os dons que ele traz ao mundo (purificação nova, pão vivo, luz e vida).João relata duas discussões sobre o sábado, mas a questão da lei não é importante para ele; as divergências dão oportunidade às discussões que as seguem (Jo 5, 16ss; 9, 14). Para João, a lei é a revelação (Jo 1, 17). Ela é uma revelação que fala de Jesus e de seu testemunho (Jo 1, 45; 5, 39s). Jesus recorre à lei como um argumento em favor dele próprio (Jo 8, 17; 10, 34; 15, 25). Diante da breve alusão em 1, 17, vê-se claramente que João concebe Jesus como a nova lei que vem superar a antiga; e, para expressar isso, ele escolhe o termo legal hebraico que designa a mais solene promulgação da vontade revelada de Deus, a “palavra”.
P.S.: artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias – MA), em 11/09/2005.

A Santa Lei de Deus


A SANTA LEI DE DEUS
• Distinção de Leis• Contraste Entre as Leis – Moral e Cerimonial• O que é Ab-Rogar a Lei?• O Que Você Deve Saber Sobre a Lei• Quando Foi “Enterrada” a Lei Cerimonial ?• A Verdade Sobre a Mudança da Lei• “ A Lei e os Profetas, Duraram Até...(?)”• Lei Moral Antes do Sinai• A Perfeição Divina• Exatidão Divina• Excelência Divina
“Agora é o tempo de mostrar-se o povo de Deus leal aos princípios. Quando a religião de Cristo for mais desprezada, quando Sua Lei mais desprezada for, então deve nosso zelo ser mais ardoroso e nosso ânimo mais inabalável. Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões – esta será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem da covardia e lealdade de sua traição.” – E.G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2 pág. 31.“O corpo do homem é governado pela lei natural e seu comportamento pela Lei Moral; estas duas leis devem refletir a harmoniosa vontade de Seu autor.”“A lei de Deus é divina, santa, celestial, perfeita... Não há mandamento em excesso; não falta nenhum; é tão incomparável que sua perfeição constitui uma prova de divindade.” – Spurgeon (teólogo Batista), Sermon On The Law.“A Lei é a vontade de Deus, no Decálogo.” – Pr. Carlo Johansson (téologo Assembleano), Síntese Bíblica do Velho Testamento, pág. 48.“A lei é uma parte vital do governo divino no mundo em nossos dias... a santa Lei de Deus é um pré-requisito para uma experiência mais profunda da Graça.” – Pr. Harold J. Brokle (teólogo Assembleano), Prosperidade Pela Obediência, pág. 10.“Os mandamentos representam a expressão décupla da vontade de Jeová e a norma pela qual governa Seus súditos.” – Pr. Myer Pearlman (teólogo Assembleano), Através da Bíblia, pág. 27.“O Senhor não anulou a Lei Moral, contida nos Dez Mandamentos, e observada pelos profetas. O objetivo de Sua vinda não foi abolir nenhuma parte dela... Todas as suas partes têm de permanecer em vigor para a humanidade de todas as épocas, pois não dependem de tempo, de lugar, ou de outra qualquer circunstância sujeita a mudanças, da natureza de Deus e do homem, e das relações imutáveis que existem ente eles.” – João Wesley, Bible Readings for the Home Circle, pág. 375. (Citado em Segue-me pág. 140). Grifo meu.“O ritual, ou a Lei Cerimonial, dada por Moisés aos filhos de Israel, contendo todas as injunções e ordenanças que estavam relacionadas com os velhos sacrifícios e serviços do templo, nosso Senhor em verdade veio para destruir, dissolver, e inteiramente abolir. Esse fato traz o testemunho de todos os apóstolos... Essas ordenanças eram transitórias, nosso Senhor as apagou, removeu e pregou na Sua cuz. Mas a Lei Moral contendo os Dez Mandamentos e reforçada pelos profetas, Ele não a aboliu. Não foi o objetivo de Sua vinda abolir qualquer parte dela. Ela é uma lei que nunca pode ser anulada e que ‘permanece como a fiel testemunha no Céu’. A moral (lei) repousa sobre um fundamento diferente dos das Leis Cerimoniais ou rituais... Cada parte dessa lei tem de permanecer em vigor para a humanidade de todas as épocas, visto que não depende de tempo, de lugar, ou de outra qualquer circunstância sujeita a mudanças da natureza de Deus e do homem, e das relações imutáveis que existem entre eles.” – João Wesley (fundador da Igreja Metodista) – Sermon 25, On The Sermon on The Mount, págs. 221 e 228. (Citado em Segue-me págs. 184-185). Grifo meu.DISTINÇÃO DE LEISCrê, boa parte dos cristãos de hoje que a Lei de Deus foi abolida quando Cristo morreu na cruz. Assim admitem esses irmãos, pelo fato de aceitarem que a Bíblia apresenta apenas uma lei, a Lei de Moisés. Entendem pelo termo “lei”, encontrado nas Escrituras, como definindo todas as leis da Bíblia. Não compreendem a separação delas, e discordam que haja distinção entre as mesmas. Tudo se resume, pensam, na Lei de Moisés. Não aceitam a existência de um código particular, como a Lei Moral (Os Dez Mandamentos), ou a Lei Cerimonial (ritualismo judaico).O estudante sincero encontra nas Escrituras muitas leis, entre as quais destaco: Lei Moral – os Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17). Lei Cerimonial (Levíticos 23). Lei Dietética – de Saúde (Levíticos 11). Lei Civil (que regia o governo dos judeus). Leis de Casamento. Leis de Divórcio. Leis de Escravatura. Leis de Propriedade. Leis de Guerra, etc.Caiu no domínio popular cristão que, quando se menciona ou se lê na Bíblia a palavra lei, tudo se resume na Lei de Moisés, o que não é correto. De fato, existem muitas leis que foram enunciadas, escritas e entregues por Moisés, embora provenham de Deus, e entre elas está a Lei Cerimonial, consistindo de um ritual que os judeus deveriam praticar até a chegada do Messias Jesus. Esse ritual simbolizava o evangelho para os judeus, e compunha-se de ordenanças como: ofertas diversas, holocaustos, abluções, sacrifícios, dias anuais de festas específicas e deveres sacerdotais (II Crôn. 23:18; Lev. 23; II Crôn. 30:16; Esd. 3:2).Há porém um código particular e distinto, escrito e entregue pelo próprio Deus a Moisés; é a Lei Moral dos Dez Mandamentos, e em nenhuma parte das Escrituras é esta lei chamada de Lei de Moisés. Portanto, estudando com cuidado e carinho, qualquer um encontrará na Bíblia essa variedade de leis. “Billy Graham, considerado o maior evangelista da atualidade e fundamentalista, assim se expressou sobre a Lei de Deus. Reproduzimos a pergunta específica de um repórter e consequente resposta textual, como estão na coluna de um jornal londrino (reproduzidas em Signs of the Times de 23.08.1955, pág. 4).“Pergunta: Mr. Graham, alguns homens religiosos que conheço, dizem que os Dez Mandamentos são parte da ‘lei’e não se aplicam a nós hoje. Dizem que nós, como cristãos, estamos ‘livres da lei’. Está certo?“Resposta: Não, não está certo, e espero que você não seja desencaminhado por estas opiniões; é de suma importância compreender o que quer dizer o Novo Testamento quando afirma que estamos ‘livres da lei’. Como é evidente, a palavra ‘lei’ é usada pelos escritores do Novo Testamento em dois sentidos. Algumas vezes ela se refere à Lei Cerimonial – do Velho Testamento, que se relaciona com matéria ritualística e regulamentos concernentes a manjares, bebidas e coisas deste gênero. Desta lei, os cristãos estão livres na verdade. Mas o Novo Testamento também fala da Lei Moral, a qual é de caráter permanente e imutável e está sumariada nos Dez mandamentos.” – A.B. Christianini, Subtilezas do Erro, pág. 63-64. Grifos meus.Este famoso pregador Batista confirma o que a Bíblia apresenta com enorme clareza. Bem, aguce sua audição agora e vamos consultar, também, o apóstolo Paulo, a respeito do assunto:I Coríntios 14: 21“Está escrito na lei: Por gente doutras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo...”Aqui, Paulo não se refere nem à Lei Moral, e muito menos à Lei Cerimonial. Sua referência só pode ser ao Pentateuco ou mesmo a todo o Antigo Testamento, nunca porém a um código definido, como a Lei Moral ou a Lei Cerimonial.Gálatas 3: 10“Todos aqueles pois que são das obras da lei estão debaixo de maldição... porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as obras que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.”Aqui, lógico e evidente, refere-se o apóstolo a outra lei. É inegável! Inclusive a define como sendo escrita em um livro.Há outras passagens contundentes da pena de Paulo que apresenta a diversidade de leis, porém, chamo sua atenção para um fato altamente importante e de real destaque em dois textos:Efésios 2: 15 – “Na Sua carne desfez a inimizade, isto é; a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...”Romanos 3: 31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.”Releia o que disse Billy Graham aí atrás (pág. 75). Agora considere o que escreveu este eminente teólogo:“O contraste entre as afirmações é nítido quando se chama a atenção para o fato de que Paulo usou a mesma raiz grega para as palavras aqui traduzidas por ‘desfez’ e ‘anulamos’. Esta raiz, katargeo, significa tornar ‘inoperante’,‘fazer cessar’, ‘afastar’ alguma coisa, ‘anular’, ‘abolir’. Mas o escritor inspirado Paulo diz a uma determinada igreja que a ‘lei’ está desfeita, e a outra igreja exclama: ‘De maneira nenhuma (Deus nos livre é o sentido original)’, ao pensamento mesmo de que a ‘lei’ esteja abolida, e se refere à mesma lei em cada caso? Obviamente Paulo deve estar falando de duas leis diferentes. Esses dois textos são suficientes em si mesmos para expor a falácia de que a Bíblia fala de uma só lei.” – Francis D. Nichol, Objeções Refutadas, págs. 3-4. Grifos meus. Vamos ainda ouvir o apóstolo São Paulo.Efésios 6: 2“Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa.”Seria irrazoável, não acha, já que o “mandamento” fora desfeito, Paulo mandar os efésios observá-lo! E há mais, afirma ele ter sua obediência uma alvissareira promessa – vida longa – com saúde e paz; se a lei da saúde também for observada, evidente!I Timóteo 1: 8“Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza legitimamente.”Percebe, meu irmão! Jamais pode ser boa uma coisa “maldita”. Correto? Também, se é boa e útil, por que ser abolida e desfeita, não é?Romanos 7: 14“Porque bem sabemos que a lei é espiritual, mas eu sou carnal...”Note, Paulo toma a minha e a sua palavra agora e diz: “sabemos que a lei é espiritual”. Sabia você isso, irmão? Ou seja: A lei provém do Espírito de Deus. Se sua fonte é tão sagrada, não lhe surpreende vê-la tão rejeitada?Romanos 7: 16“E se faço o que não quero, consinto com a lei que é boa.”Observe novamente a afirmação paulina: “A lei é boa”. Não deixa ele brecha para suposições ou interpretações falseadas. A lei é boa disse. Ora, se a lei é boa e contribui para tornar o homem espiritual, não pode nem deve ser anulada, desfeita, interrompida, caducada. Nunca! Concorda? Nunca jamais, você dirá com certeza! Romanos 7: 12“E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.”Permita-me repetir as palavras de Paulo mais uma vez: Lei santa, Lei justa, Lei boa. É inegável que Paulo faz alusão a leis diferentes, porque jamais poderia afirmar que uma lei não presta e seja boa ao mesmo tempo. Que foi anulada, e é santa, justa e boa. Que é maldição e que tenha uma promessa de longa vida ao se observá-la.Romanos 7: 22“Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus.”Viu? Lei de Deus e não de Moisés. Claro, não é? Que acha o irmão, seja o “homem interior”?– Sim, é o homem espiritual, o crente fiel e sincero, o homem que não transgride a vontade divina, que não transige com o pecado, e, como Paulo, tem prazer na Lei de Deus.Romanos 7: 25“Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor, assim que eu mesmo com o entendimento sirvo a Lei de Deus...”Caro irmão, Paulo já afirmou que a Lei de Deus é santa, justa, boa, espiritual, tinha prazer em guardá-la, e agora dá “graças a Deus por Jesus Cristo” pela oportunidade e privilégio de poder, com todo o seu entendimento, servir à Lei de Deus. Que maravilhoso! Creia isto, sinceramente, amado!Por conseguinte, é contundente e claro que há distinção de leis na Bíblia. Ninguém deve supor que toda referência à lei nas Escrituras se credite a Moisés como sendo o legislador. De fato, os seus primeiros cinco livros são considerados a “lei”, pois, forma o compêndio mais exato das obrigações mútuas e orientações divinas para o estabelecimento do governo de Deus, Seus métodos e regulamentos. Mas, é bom saber e, dar lugar à Lei Moral dos Dez Mandamentos, que não foi escrita por Moisés, como se julga, e sim pelo próprio Deus, em tábuas de pedra (Êxo. 31:18). É a única parte das Escrituras que Deus não permitiu ao homem escrever; Ele mesmo o fez, pela primeira e segunda vez, quando Moisés quebrou as tábuas, sobre o bezerro de ouro, ao descer ele do Monte Sinai (Êxo. 34: 1,28).Assim agiu Deus, para patentear a sacrossantidade de Sua lei, bem como chamar a atenção do homem para o fato de Ele próprio tê-la escrito, e mais, sobre pedras, para deixar clara a eternidade, perpetuidade e durabilidade desta lei, que é eterna e gloriosa, como Ele o é.“Algumas pessoas dão ênfase à distinção entre mandamentos ‘morais’e mandamentos ‘cerimoniais’. As exigências ‘morais’ são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos e o incenso... As leis ‘cerimoniais’ podem ser abrogadas na mudança de dispensação, mas não as leis ‘morais’. É certo que existe tal distinção.” – Pr. O. S. Boyer (teólogo Assembleano), Marcos: O Evangelho do Senhor, págs. 38-39. Grifos meus.QUE SERIA DE NÓS SEM A LEI?No dia 7 de outubro de 1969, a polícia de uma das maiores cidades da América do Norte entrou em greve. Dois homens foram assassinados, quarenta e oito pessoas ficaram feridas em tumultos, foram assaltados sete bancos, houve muitos outros roubos e foram quebradas cerca de mil vitrines no centro da cidade. Os prejuízos excederam a um milhão de dólares.Que seria de nós sem a lei e sua aplicação? Que seria do mundo e do Universo sem a Lei de Deus e Seu poder moderador?No decorrer dos séculos, grandes pensadores reconheceram que a Lei Moral de Deus constitui a base de sociedades ordeiras. Quando a Lei de Deus é desprezada, os seres humanos tornam-se vítimas de seu raciocínio subjetivo. O resultado é permissividade destrutiva, libertinagem e degradação moral e ética. Nisto está se transformando nossa sociedade após o adultério ter deixado de ser crime na lei do Estado.
REFLEXÃO• Se Deus escreveu Dez Mandamentos, quantos Ele quer colocar em nosso coração hoje?• Amor se expressa pela obediência?• Cristo poderá salvar um transgressor?• O homem tem capacidade para corrigir a Deus?• Se Deus diz Sábado, porque o homem diz domingo?
CONTRASTE ENTRE AS LEIS MORAL E CERIMONIALSegundo o breve estudo anterior, é possível que alguém tenha ficado perplexo, pois há textos na Bíblia que positivamente declaram ser a Lei de Deus eterna, e que não muda, e que todos devem obedecê-la. Por outro lado, existem outras passagens que parecem significar que a lei é transitória, que nada aperfeiçoa, é inútil e o crente salvo em Jesus Cristo não tem obrigação de guardá-la.Dentre todas as leis mencionadas na Bíblia, duas têm destaque preeminente: A Lei Moral e a Lei Cerimonial, fato que muitos, mas muitos irmãos, mesmo, não compreendem, porém é claro em toda a Bíblia.“A Lei Moral, os Dez Mandamentos, chamamos de Lei de Deus. Esta lei vem da eternidade. Os princípios desta lei são a base do governo de Deus. São imutáveis como o trono de Jeová. A lei é por natureza indestrutível, adaptando-se ao governo de seres morais livres em todos os séculos, em todo o Universo de Deus. Nem um mandamento pode ser tirado do Decálogo. Permanece, todo ele, irrevogado, e assim permanecerá para sempre. Esta lei não pode ser ab-rogada, nem por homens da Terra, nem por seres do Céu. Nem mesmo o Seu autor – com reverência o dizemos – a pode ab-rogar, a menos que mude Sua natureza, e a forma de Seu governo. Disse Jesus: “É mais fácil passarem o Céu e a Terra do que cair um til da lei” (Luc. 16: 17). Portanto, esta lei permanece para sempre. Pelo menos enquanto durar Céu e Terra.“O mesmo não se dá com a Lei Cerimonial, frequentemente chamada de Lei de Moisés, que veio a existir depois da queda do homem. Esta lei ‘consistindo em manjares e bebidas, e várias abluções e justificações da carne’ e sacrifícios, destinava-se a chamar a atenção para a primeira vinda de Jesus; em vindo Ele, passou, pois nEle teve seu cumprimento. Aí encontraram-se o tipo e o antítipo; a sombra encontrou o corpo. Quando Cristo, o Cordeiro de Deus, morreu na cruz, ‘o véu do templo se rasgou em dois de alto a baixo’ (Mat. 27: 51). Os serviços do templo deixaram então de ter lugar. O sistema sacrifical cessou, e a lei que a ele pertencia deixou de existir. Foi cravada na cruz (Col. 2: 14). Foi dada para satisfazer condições temporárias, locais, e uma vez que essas condições mudaram em virtude da entrada da nova dispensação, os estatutos cerimoniais não tinham mais razão de ser.” – Folheto nº 22 – CPB. A seguir, através de inúmeros textos bíblicos, consolidaremos a grande verdade entre as duas leis, específicamente. Você vai notar que, de fato, existe uma distinção entre os dois códigos, e que, com certa facilidade, veremos que os textos que se referem a um não podem referir-se a outro, certo?A Lei Moral – é Denominada a “Lei do Senhor” – Salmo 1: 2; 19: 7“... tem o seu prazer na Lei do Senhor. E na Sua lei medita de dia e de noite. A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma...”A LEI CERIMONIAL – FOI DENOMINADA A “LEI DE MOISÉS”Neemias 8: 1“... disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés...”Atos 15: 5“Alguns, porém, da seita dos fariseus... se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a Lei de Moisés.”A Lei Moral – é Chamada a “Lei Real” – Tiago 2: 8“... se cumprirdes, conforme a Escritura, a Lei Real...”
A Lei Cerimonial – é Chamada a “Cédula de Ordenanças”Colossenses 2: 14“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças...”Efésios 2: 15“Na Sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistiam em ordenanças...” (A Lei Cerimonial é chamada também de Lei Ritual).A Lei Moral – Existia Antes do Pecado do Homem – Romanos 4: 15“... onde não há – lei – também não há transgressão.”(Logicamente, se Adão e Eva pecaram, é porque transgrediram a lei de Deus. Disso Paulo dá provas cabais e insofismáveis, ao declarar: “Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte... Mas o pecado não é imputado não havendo lei (Rom. 5: 12-13). Fica então claro, que a Lei de Deus existia antes do pecado do homem, no Éden).A Lei Cerimonial – Foi Dada Depois da Queda de AdãoOs símbolos e cerimônias desta lei (Lei Cerimonial) deveriam conduzir os homens ao Messias que viria para resgatar os pecadores. (Leia Hebreus 10:1).A Lei Moral – Foi Escrita Pelo PRÓPRIO Deus – Êxodo 31: 18“E deu a Moisés...duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus.”A Lei Cerimonial – Foi Escrita por Moisés – Deuteronômio 31: 9“E Moisés escreveu esta lei, e a deu aos filhos de Levi...”A Lei MORAL – Foi Escrita em Tábuas de Pedra – Êxodo 31: 18“E deu a Moisés... duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra...”A Lei Cerimonial – Foi Escrita em um Livro – Deuteronômio 31: 24“E aconteceu que, acabando Moisés de escrever as palavras desta lei num livro, até de todo as acabar.”A Lei Moral – Foi Colocada Dentro da Arca – Deuteronômio 10: 5“E virei-me e desci do monte, e pus as tábuas na arca que fizera; e ali estão como o Senhor me ordenou.”A Lei Cerimonial – Foi Colocada Fora da Arca – Deuteronômio 31: 26“Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca...”A Lei Moral – é uma Lei Perfeita – Salmo 19: 7“A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma...”A Lei Cerimonial – “Nenhuma Coisa Aperfeiçoou” – Hebreus 7: 19“Pois a – lei – nenhuma coisa aperfeiçoou...”A Lei Moral – é uma Lei Eterna – Mateus 5: 18“... em verdade vos digo que até que o Céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.”A Lei Cerimonial – Era Transitória – Hebreus 10: 1“Porque tendo a lei sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas...”A Lei Moral – É Santa, Justa e Boa – Romanos 7: 12“... assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.”A Lei Cerimonial – Nada Aperfeiçoou ou Santificou – Hebreus 10: 1“...Nunca, pelos mesmos sacrifícios que contínuamente se oferecem a cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.”A Lei Moral – É uma Lei Espiritual – Romanos 7: 14 “Porque bem sabemos que a lei é espiritual...”A Lei Cerimonial – Era Carnal – Hebreus 9: 10“Consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne...”A Lei Moral – Contém um Sábado Semanal – Êxodo 20: 8-11“Lembra-te do dia de Sábado para o santificar...”A Lei Cerimonial – Tinha Sete Sábados Anuais – Levítico 23: 27; 23: 32“Mas aos dez deste mês sétimo, será o dia da expiação; tereis santa convocação... sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas, aos nove do mês à tarde...”Querido irmão, grave nos escaninhos de sua alma estas duas comparações finais. Entesourai-as no coração e na mente.A Lei Moral – Não Foi Ab-rogada (anulada) por CristoMateus 5: 17-19“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: Não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o Céu e a Terra passem, nem um jota, ou um til, se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido...”A Lei Cerimonial – Sim – Foi Cravada na CruzColossenses 2: 14“Havendo riscado a cédula que era contra nós, nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”A Lei Moral – Não Foi Abolida Nem Anulada Pela Fé em CristoRomanos 3: 31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma; antes, estabelecemos a lei.”A Lei Cerimonial – Foi Desfeita ou Cancelada por CristoEfésios 2: 15 – “Na Sua carne (Seu sacrifício) desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...”Finalmente, lhe digo amado: A Lei Moral não dá instruções ou informações sobre ofertas queimadas, de manjares, páscoa, ereção de altares, circuncisão, ordem sacerdotal, etc. A Lei Cerimonial é que engloba e exige a prática destes ritos.– Considere estes fatos, com carinho! E não esqueça do isto é!FALTA DE UNIDADE? CONTRADIÇÃO? EQUÍVOCO?• “– Os Adventistas e a Lei de Moisés – Dividem a Lei de Moisés em duas partes, uma moral, incluindo os dez mandamentos e a outra cerimonial, compreendendo o resto da lei. Dizem que Cristo aboliu a lei cerimonial, mas a lei moral precisa ser obedecida. Inventaram essa maneira de argumentar, porque viram-se em dificuldade diante da declaração bíblica de que a lei foi abolida por Cristo.” – Pastor Rui Franco (teólogo Batista), Revista Mocidade e Adulto, Edições Brasil Batista, 10 de outubro de 1976. Grifo meu.• “Devemos fazer distinção entre a lei cerimonial e a lei moral. A lei cerimonial ficou circunscrita ao Velho Testamento. Referia-se a costumes próprios do povo de Israel, alimentação, etc. Não temos nenhuma obrigação, hoje, para com essa lei.“Há, porém, a lei moral. Esta permanece. Os dez mandamentos, por exemplo, faziam parte da lei, mas permanecem até hoje, porque são princípios eternos, estabelecidos por Deus para as relações humanas.” – Pastor Walter Kaschel (teólogo Batista), Lições de Mordomia, Suplemento da Revista de Jovens e Adultos, Casa Publicadora Batista (teólogo Batista), 4a. impressão, 1964. Grifos meus.• “Não há tal coisa como duas leis diferentes dadas a Israel. Tal distinção não é mencionada em nenhum lugar da Bíblia.” – Gordon Lindsay (teólogo Assembleano) – Os Fatos Sobre o Sétimo Dia, pág. 39. Grifos meus.• “As idéias que alguns fazem da Lei de Deus, são errôneas e muitas vezes perniciosas. O arrojo ou ousadia dos tais, chega a ponto de ensinar ou fazer sentir que a Lei já foi abolida e que nenhum valor mais lhe resta, tão pouco tem autoridade para corrigir os costumes e influir na vida do indivíduo... Os que ensinam a mentira que a Lei não possui mais valor ou autoridade, ainda não leram com certeza os versículos que nos servem de texto (S. Mat. 5:17-19). Como se pode dizer que a Lei foi abolida?“Outros dizem que Jesus não fez mais que afrouxar a Lei. Ora, ainda aí, o absurdo é grande, pois será crível aos que possuem um pouco de senso, que Deus mude a Sua Lei quando Ele é imutável? Não! Tudo pode mudar-se, tudo pode transformar-se ou degenerar-se, porém Deus não muda, nem o Seu poder, nem a Sua glória; os Seus preceitos são eternos.“Vamos mais longe: Essa Lei é base da moralidade social, e será crível que tal base seja abolida, isto é, que se mate, adultere, furte e calunie? Não! Essa Lei é toda digna de nossa admiração, de nosso respeito e acatamento.“Jesus veio pôr em prática a Lei e não a abolir. Olhemos todos para esse modelo e peçamos força para obedecer os preceitos divinos.” – S. L. Ginsburg (Ministro Batista) O Decálogo ou Os Dez Mandamentos da Lei de Deus, págs. 4-7, grifos meus.• “A Bíblia afirma que existe uma só Lei. O que existe, na verdade, são preceitos morais, preceitos cerimoniais, e preceitos civis. É chamada Lei de Deus, porque teve origem nEle. Lei de Moisés, porque foi Moisés o legislador que Deus escolheu para promulgar a Lei no Sinai. Os preceitos, tanto do Decálogo como os fora dele, são chamados alternadamente Lei de Deus ou do Senhor e Lei de Moisés (Luc. 2:22 e 23; Heb. 10:28). São, portanto, sinônimos e, por isso não há distinção alguma (Nee. 8:1, 2, 8, 18). – Pr. A. Gilberto (teólogo Assembleano) Lições Bíblicas Jovens e Adultos, Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2º trim/97, pág. 45.• “Algumas pessoas dão ênfase entre mandamentos ‘morais’ e mandamentos ‘cerimoniais’ . As exigências ‘morais’ são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos e o incenso... As leis ‘cerimoniais’ podem ser ab-rogadas na mudança de dispensação, mas não as leis ‘morais’. É certo que existe tal distinção. – Pastor O. S. Boyer (teólogo Assembleano) – Marcos: O Evangelho do Senhor, pág. 38-39.A LEI E O PECADO“Quando os judeus rejeitaram a Cristo, rejeitaram a base de sua fé. E, por outro lado, o mundo cristão de hoje, que tem a pretensão de ter fé em Cristo, mas rejeita a Lei de Deus, comete um erro semelhante ao dos iludidos judeus. Os que professam apegar-se a Cristo, polarizando nEle as suas esperanças, ao mesmo tempo que desprezam a Lei Moral e as profecias, não estão em posição mais segura do que os judeus descrentes. Não podem chamar inteligentemente os pecadores ao arrependimento, pois são incapazes de explicar devidamente o de que se devem arrepender. O pecador, ao ser exortado a abandonar seus pecados, tem o direito de perguntar: Que é pecado? Os que respeitam a Lei de Deus podem responder: Pecado é a transgressão da Lei (I João 3:4). Em confirmação disto, o apóstolo Paulo diz: “...Eu não conheceria o pecado, não fosse a Lei...” (Rom. 7:7). – Mensagens Escolhidas, vol. 1 – E.G. White, pág. 229, grifos meus.O QUE É AB-ROGAR A LEI?Agora que sabemos qual a lei que foi abolida por Cristo, resta-nos saber a finalidade da Lei Moral, dos Dez Mandamentos. Antes, porém, deixe-me explicar o que é cumprir a lei, porque muitos pensam que, por ter dito Jesus: “Eu vim cumprir a lei”, Ele a cancelou.Tomemos, por exemplo, uma coisa simples, como uma placa de contramão. Esta placa, feita pelo Detran, consiste de um círculo vermelho com uma faixa branca cortando-o. Em qualquer país do mundo esta placa indica que é proibido ao carro seguir a rua onde ela esteja. Pois bem, então o motorista vai guiando o seu carro e de repente vê à sua frente tal placa. Se ele volta, ou dobra à esquerda ou à direita, ele está cumprindo a “lei” representada por aquela placa que o proibiu de seguir por aquela estrada. Então, cumprir é obedecer aquele regulamento. Como se vê, o cumprir não foi tornar nulo nem cancelar aquele dispositivo que o proibia seguir em frente.Da mesma forma, o pedestre que vai atravessar uma rua, posta-se então na calçada, e espera que o sinal fique vermelho para os carros; quando isto ocorre, acende-se o sinal verde para ele atravessar tranquilamente a pista de rolamento. A “lei” é representada ali pelo sinal vermelho para os carros e pelo sinal verde para ele. Se o carro pára ao sinal tornar-se vermelho, está o motorista cumprindo aquele regulamento, a lei do trânsito; e, se a pessoa atravessa quando o sinal está verde para ela, da mesma maneira está cumprindo o requisito legal que determina estas normas.Agora pergunto: Cumprir é cancelar, inutilizar, acabar? Certamente você responderá que não! Cumprir então é obedecer, neste caso, os estatutos do Detran. Da mesma sorte, qualquer proibição legal, obedecida, é cumprida, por quem a obedece.Isto acontece com os governos, indústrias, comércios, escolas, universidades, que têm regulamentos e leis. Qualquer cidadão brasileiro que é fiel em suas obrigações no pagamento de seus impostos, e que cumpre as normas e leis estabelecidas para o nosso bem-estar, está livre de sua condenação, mas, tão logo as transgride, fica sujeito às suas penalidades.Recentemente, em programa radiofônico de maior audiência no Rio de Ja-neiro, um jurista disse: “A lei cumprida, protege; a lei transgredida, condena”. Que bela verdade disse um homem que nem evangélico é! Da mesma maneira ocorre com a Lei de Deus. Mesmo sem a explicação apresentada, será ilógico achar que Jesus “cancelou”, “acabou” com Sua própria lei. Primeiro, porque ela é eterna, como é eterno o nosso grande Deus. Sobretudo é o fundamento de Seu governo. Segundo, por ela será julgada toda criatura, conforme as palavras de Tiago 2:12: “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade”. Terceiro, ela é tão importante e útil que está guardada no Céu. Observe: “E abriu-se no Céu o templo de Deus, e a arca do Seu concerto foi vista no Seu templo...” (Apoc. 11:19). Portanto, estão no Céu, dentro da arca, os originais da santa Lei de Deus, escritos pelo Seu próprio dedo. Isto é muito significativo, irmão. Queira ler: Êxo. 31:18; Deut. 10:5.Pois bem, a finalidade da Lei de Deus é apontar, mostrar o pecado. A lei é o espelho espiritual do cristão. Se você estiver com o rosto sujo, o espelho mostra a sujeira e, então, o que faz? Lava-se, não é? O mesmo papel desempenha a Lei de Deus; ela mostra onde está sujo na vida do homem. Quando isso ocorre, a sujeira, isto é, o pecado, precisa ser removido.Fala-se muito que estamos debaixo da Graça. Que a Graça cancelou a lei, etc. Entrementes, afirmo, com base nas Escrituras Sagradas, que a lei jamais pode ser abolida, porque se tal acontecesse não haveria a necessidade da Graça. Sim, Graça é um favor imerecido. É estendida ao homem para justificá-lo de seu pecado, quando ele expressa fé no sacrifício de Jesus. – Que é pecado? Perguntou Billy Graham, quando de sua campanha evangelística no Rio de Janeiro em seu folheto intitulado: “Que importância você dá a Deus?” Ele mesmo responde: “Pecado é a quebra da Lei Moral... Porque todos nós temos quebrado os Dez Mandamentos...” Ele está certíssimo, porque a Bíblia revela tal verdade com estas palavras: “Qualquer que comete pecado, também transgride a Lei, porque o pecado é a transgressão da Lei” (I João 3:4 – Edição revista e atualizada). Esta é a mais clara e divina definição de pecado. Não esqueça: a lei funciona como um espelho. Qualquer pecado na vida do homem é apontado por ela, e imediatamente ela o acusa, restando ao homem uma única saída para livrar-se de sua incômoda penalidade: recorrer à Graça de Deus, que é a aceitação do sacrifício de Jesus para sua vida.Por conseguinte, para haver Graça, necessário é que haja pecado. E para saber se há pecado, preciso é que se tenha um código que o identifique. Por favor, irmão, preste a máxima atenção a este silogismo:Romanos 4:15; 5:13“Porque onde não há lei também não há pecado... mas o pecado não é imputado não havendo lei.”Assim que, se alguém prega que a Lei de Deus foi abolida, forçosamente as pessoas terão de crer também que não existe pecado, e se assim é, todos são justos, e todos se salvarão, possuam ou não fé em Cristo, tenham ou não nascido de novo, sem a manifestação da Graça.Sim, porque Deus não pode condenar nem destruir aqueles que não pecaram. Aceitando-se que a Lei Moral foi abolida por Cristo, não há mais necessidade de fé e muito menos angustiar-se por causa de uma perdição eterna, em chamas crepitantes, no Juízo Final. Agora observe o que diz o evangelista:Mateus 1:21“E dará à luz um filho e chamará o Seu nome Jesus; porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados.”Então, como é isso? Jesus nasceu para salvar homens do pecado?Paulo afirma que, “...Se não há lei, também não há pecado...” (Rom. 5: 13). E se hoje em dia alega-se ter sido a lei abolida, o raciocínio lógico é que, se não há pecado (em virtude do cancelamento da Lei de Deus), não pode haver salvação, pois ela é a consequência da conversão do pecador. Se todos, porém, são justos (pois não há uma lei que aponte e mostre pecados), para quê salvação?Ora, se não há salvação, que necessidade temos de Jesus? Conclui-se pela palavra dos que advogam a tese da abolição da Lei de Deus que – informa o apóstolo Paulo –, “não há pecado”. Não havendo pecado, dizemos nós, todos se salvarão, e o sacrifício de Jesus foi em vão, inútil e desnecessário, e é isso o que Satanás deseja, levando os homens a pensarem que a Lei de Deus foi abolida.Digo-lhe irmão, fiado na Bíblia, a Lei Moral de Deus existirá sempre, enquanto houver pecado. Permanecerá ela como a expressa vontade de Deus para com o homem. Ela acusará sempre todo aquele que cometer pecado.Saiba, meu irmão, quando se afirma que estamos livres da lei, isto é, de sua penalidade, fácil é saber se é verdade. Cumprindo os Dez Mandamentos em sua vida, a lei não o acusará. É como estar diante do espelho, e este mostra seu rosto completamente limpo. Mas, embora livre da condenação da Lei de Deus, pela justificação do sacrifício de Cristo, não quer dizer que o cristão esteja livre do pecado; em qualquer tempo que o cristão tornar a cometê-lo, novamente a lei o acusará, e assim acontecerá até a volta de Cristo, quando então, e só então e para sempre, será banido o pecado desta Terra. Depois leia estes textos: I. S. João 1:8,10. João 8:7.Agora ouça, amado irmão, de que adianta dizer-se justificado, salvo pela Graça, e guardar apenas nove mandamentos, como é o caso de muitos, se a lei é composta de dez? Para estes há uma dura palavra na Bíblia:Tiago 2:10“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.”Se a Bíblia diz que “pecado é a transgressão da lei”, portanto, mesmo sendo apenas um mandamento quebrado, o pecado torna-se patente na vida do transgressor, pois para Deus o pecado não tem categoria nem tamanho. Pecado é pecado! Ouça:I João 2:3 e 4“E nisto sabemos que o conhecemos, se guardamos os Seus mandamentos; aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso e nele não está a verdade.”Percebe como é grave a situação? Meu amado, se à luz desta dura palavra, e se a Lei de Deus lhe mostra alguma transgressão, lave-se no sangue de Jesus, seja forte, decida-se. Pois a Bíblia determina:Eclesiastes 12:13 “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos, porque este é o dever de todo homem.” Jesus disse ao jovem rico: “... se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mat. 19:17).Você irmão, só terá absoluta certeza de que a lei não o acusa, se estiver guardando os Dez Mandamentos de que ela é composta. Esta é a única maneira de certificar-se de estar livre de sua condenação.Alguém poderá dizer, como já ouvi: “Isso é legalismo”! Eu responderei: “Isso é o que diz a Bíblia”, e eu creio nela. Outros dizem: “Ninguém pode guardar toda a lei”. Assim agem, porque não depositam em Deus suas fraquezas, para dEle receber força. Isso dizem os que limitam o poder de Deus. Isso dizem os cristãos de pequena fé. Isso dizem os que não querem ver os milagres de Deus.Caro irmão, quer ser vitorioso e forte para poder guardar a Lei de Deus? Leia Filipenses 4:13, Mateus 6:33, Isaías 49:15 e 16. Leia várias vezes. Ore. E o Deus do Céu o abençoará ricamente. Se tomar a decisão de ser fiel a Deus nesta parte da Bíblia, reclame de Deus a Sua bênção. Glória a Deus! Aleluia!

sábado, 29 de março de 2008

A Necessidade de Um Reavivamento!

A Necessidade de um Reavivamento!


Leitura Bíblica: 2 Timóteo 3: 1-5
2 Timóteo 3:8


Os textos acima nos mostram um panorama da situação atual. Estamos vivendo nos últimos dias descritos nestas passagens bíblicas e o Senhor tem uma advertência para cada um de nós nesta noite quanto a nossa situação espiritual.
O editor da Revista Conexão JA, na edição de outubro/dezembro/2007, nos apresenta uma reportagem intitulada: “A Mídia dos Últimos Dias” e nos indaga: “Até que ponto a mídia influencia nossa maneira de pensar e viver”?
Vejamos um resumo de sua reportagem:
O espiritismo tem crescido muito nos últimos dias. Trata-se do espiritismo antigo com uma nova roupagem!
Podemos chamá-lo de “Espiritismo Pós-Moderno”.
No livro “O Grande Conflito”, pág. 588, a Sra. Ellen White nos adverte sobre este crescente fenômeno:

“Mediante os dois grandes erros – a imortalidade da alma e a santidade do domingo – Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria uma laço de simpatia com Roma”.

O espiritismo tomou conta do mundo!
Velho espiritismo com nova face!
- Imortalidade da alma;
- Reencarnação;
- Evolução do espírito;
- Comunicação com os mortos;

O mundo atual, ao mesmo tempo em que é racionalista é também muito místico!
Com isto, podemos afirmar que há um “paradoxo pós-moderno”, ou seja, um antagonismo entre duas forças contrárias.
Quem nunca ouviu falar de Chico Xavier, Zé Arigó, Dr. Fritz? Há pouco tempo ouvimos falar destas personalidades, mas atualmente o espiritismo tem se apresentado de outra forma, com uma nova roupagem:

- Através das histórias em quadrinhos (morte do Superman);
- Ghost (do outro lado da vida), década de 80;
- Séries da TV: “Médiuns”, “Supernatural”, “Ghost Whisperer”;
- Novelas: “O Profeta”, “Eterna Magia”, todos são exemplos que podemos citar.

Podemos afirmar sem sobra de dúvidas que isso é uma invenção satânica, pois Satanás, o Diabo, nosso inimigo mortal é mentiroso e pai da mentira! (Gênesis 3:4, 5 João 8:44, Isaías 14:15). Ele afirma que todos nós não morreremos! Foi ele o inventor da mentira da imortalidade da alma.

Vejamos alguns sobrenomes da mentira:
a) Mentirinha inocente;
b) Mentirinha branca;
c) Mentira inevitável;
d) Mentira de mentirinha;
e) Mentira necessária.

Ele procura inculcar em nossa mente suas mentiras através da teoria do Evolucionismo x Criacionismo, chegando afirmar que quem crê na criação bíblica é considerado bobo, fundamentalista, antiintelectual, dogmático, esquizofrênico e outros.
Através do Estilo de Vida - bebidas, sexo, música, drogas, más companhias (1 Cor. 15:33, Col. 3: 1,2).
Através da moralidade decadente (sexo sem romantismo, falta de compromisso, casamento em extinção).

Um ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels afirmou:

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade”

A Educadora Cristã, no livro Obreiros Evangélicos, pág. 326, afirma:

“É nossa obra falar a verdade em amor e não misturar com a verdade os elementos que se assemelham ao mesmo espírito possuído por nossos inimigos”

Deus é a fonte da verdade;
Satanás é a fonte da mentira;
A mentira escraviza;
A verdade liberta

No livro Educação, pág. 57:

“A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus”.

O Destino dos mentirosos:

Apocalipse 21:8
Apocalipse 22: 14,15


Texto Bíblico: II Crônicas 7:14

De acordo com o texto acima, existem condições para que Deus ouça nossas orações:

- Humilhar-se - confessar os pecados, submeter-se à vontade de Deus, à Sua soberania;
- Orar – a oração é uma poderosa arma. Precisamos e necessitamos da oração. A oração “é a respiração da alma”. Devemos orar até sermos revestidos do poder do Espírito Santo.
- Buscar a minha face – buscar a presença de Deus, colocá-lo em primeiro lugar, comunhão diária, sobre todas as coisas, depender Dele totalmente. Quando dependemos totalmente de Deus, Ele realiza o impossível. Quando estamos diante de Sua presença o nosso rosto resplandece a Sua luz.
- Desviar dos maus caminhos:
- Não podemos andar de qualquer maneira;
- Devemos sempre andar na presença do Senhor;
- Desviar-se é converter-se, mudar de rota, de direção, do mau comportamento, do péssimo padrão de vida, da má conduta, abandonar o pecado e o compromisso com o mundo;

Que seja esta a nossa oração:

Salmos 139: 23 e 24. “Sonda-me, ó Deus, e conhece o me coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”.

Filipenses 4:8. “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é de boa fama, ... seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.


Conclusão:

Deus diz:
- Ouvirei dos céus;
- Perdoarei os seus pecados;
- Sararei a terra.
Estamos todos nós dispostos a pagar o preço? Ouçamos a voz do Espírito Santo falando ao nosso coração!

Amém! Maranata vem Senhor Jesus!

sábado, 8 de setembro de 2007

Ser Professor: Vantagens, Desvantagens e Requisitos Necessários

Muitas vezes, comento com meus colegas de profissão que pretendo ser professor. Alguns deles ficam admirados e me indagam o porquê desta escolha. Será que este rapaz está ficando louco, uma vez que as alternativas, na área contábil, principalmente em empresas privadas, são muito mais atraentes em termos financeiros que o magistério? Por que não optar, na hipótese de não se desejar ser contador, pelo exercício de consultoria, auditoria, análise financeira, pesquisa contábil, custos, contabilidade gerencial, perícia contábil, cargos públicos e mesmo administrativos, etc?
Irei no presente artigo expôr as razões por que pretendi ser professor e realizei um curso de formação pedagógica. Abordarei algumas vantagens e desvantagens do magistério, os requisitos e as competências necessárias ao exercício da profissão docente na era atual.

1. ALGUMAS VANTAGENS DO PROFESSOR

1.1 Férias e feriados

A maioria das escolas e universidades, em termos letivos, trabalham oito ou nove meses no ano. Mesmo algumas que não concedam os três meses de férias e exijam a presença do professor (embora não desenvolvam atividades docentes), permitem que desenvolva trabalho numa linha de seu interesse: pesquisas, artigos, atividades administrativas, etc. Nenhuma outra profissão proporciona férias tão prolongadas ou, na pior das hipóteses, um relaxamento das atividades normais para desempenho de atividades de seus próprio interesse.
Os feriados prolongados, Semana Santa, Semana da Pátria, pontos facultativos, jogos de futebol importantes, como os da Seleção, reuniões especiais, etc., permitem ao professor maior liberdade que a outras profissões. Embora isto seja depreciativo para o ensino, o que repudiamos, não há dúvida de que se institucionalizou em nosso país.

1.2 Rotinas

Ao contrário do que muita gente pensa, o professor não está preso ao escritório, telefone, problemas de ausência de funcionários e outros de seus departamentos, como um empresário.
Um executivo trabalha de 8 a 10 horas diárias, atendendo a telefonemas o dia todo, atendendo a clientes, com todos os tipos de problemas, avaliando relatórios, contas bancárias, etc.
Já um professor não fica preso às rotinas mensais, repetitivas, como as de um contador, administrador, chefe de departamento pessoal, etc. Embora o professor possa repetir anualmente uma mesma aula, dificilmente o fará usando a mesma tônica ou os mesmo exemplos.

1.3 Estabilidade no Emprego

A educação sempre necessitará de professores e as escolas sempre terão que contratar professores, de uma forma ou de outra.
Muitos profissionais perdem os seus empregos nos períodos de crise, mas, felizmente, alguns conseguem se superar, porque além de serem profissionais executivos, ainda são professores, e, na falta de sua atividade principal terão ainda a atividade docente para honrar os seus compromissos e garantir até a sua sobrevivência. É a única profissão que não há preconceito de idade. Quem tem título, até com 60 anos é contratado. É comum o professor trabalhar para duas ou mais instituições, sendo que, dificilmente, ficará desempregado, como um executivo de uma empresa.

1.4 Finalidade nobre da profissão

Há muitos profissionais que percebem elevado salário, mas vivem em função do dinheiro, já que seu trabalho é rotineiro e cansativo. Usam muito pouco sua criatividade e nem sempre trabalham em função de um resultado digno. Com o tempo, seu espírito fica entorpecido (perdem a criatividade).
Já o professor, todavia, ajuda a formar mentes, caracteres, proporcionando sabedoria e conhecimento a seus discípulos. Basta pensarmos nos professores que passaram por nossa vida para verificar quantas belas recordações temos deles. “O professor torna um espírito vivo e o modela”

1.7 Outros pontos positivos

Na atividade de contador, administrador ou executivo, volta-se para casa sobrecarregado de problemas. As dificuldades socioeconômico-financeiras diárias das empresas são estendidas à nossa família, ao nosso travesseiro e aos nossos finais de semana. Não conseguimos nos separar destes tipos de problemas.
Raramente, os professores levam problemas da sala de aula para casa, com exceção, das provas e dos trabalhos a serem corrigidos.
Com exceção das aulas, o professor desfruta de liberdade de horário. E tal fato possibilita-lhe fazer atividades particulares fora do horário do rush, trafegar no melhor horário de trânsito, tudo porque pode administrar o seu próprio tempo. Evidentemente, isto é muito difícil quando se está vinculado a uma empresa.
O prof. Artur Arpad Szbo, relaciona alguns pontos positivos ao exercitar o magistério:
· expor idéias e discuti-las, chegando, até mesmo, a vê-la aceitas por diversos participantes;
· em vários anos de magistério torna-se conhecido por muitas pessoas;
· assimilar a psicologia e dinâmica de grupos;
· aprender a liderar reuniões e apresentações;
· vencer a timidez e a insegurança de falar em público;
· debater temas polêmicos;
· gerenciar conflitos;
· exercitar a criatividade;
· aplicar toda a bagagem técnica, prática e vivencial;
· ter contato com novas idéias;
· não há tédio ou bitolamento.

2. ALGUMAS DESVANTAGENS DO PROFESSOR

2.1 Atividades extra-sala de aula.

Quando muitos profissionais voltam tranqüilos para suas casas, o professor pode estar preso à correção de provas e à preparação de uma aula.
Para minimizar esta desvantagem é importante que o professor saiba administrar seu tempo livre, porquanto boa parte do seu tempo é ele mesmo que controla ( e isto poderia ser tratado como vantagem).
O que também muito contribui como lenitivo desta desvantagem, como já vimos, é o fato de o professor não levar problemas da escola para sua casa, como faz o profissional da empresa, que deixa seu ambiente de trabalho apenas fisicamente, uma vez que mentalmente não se desliga dos problemas rotineiros.
Por outro lado, a experiência do professor, com o passar do tempo, permite-lhe preparar aulas com menor dispêndio de tempo e possibilita-lhe criar instrumentos de correção de provas, minimizando esta desvantagem. A utilização da informática, juntamente com as novas tecnologias na educação, sem dúvida, muito contribuem e aliviam muito esta desvantagem.

2.2 Voto de Pobreza

Em quase todo o mundo é uma das profissões mais mal pagas. Embora o professor tenha de se vestir bem, cultivar boa aparência, deslocar-se mais vezes de uma escola para outra, investir em livros, etc., sua remuneração não é condizente com todo este esforço.
O prestígio e o respeito que o professor gozava no passado poderia, em parte, aliviar sua falta de recursos.
Todavia, há determinadas áreas em que o professor atua (como Administração, Processamento de Dados, Medicina, Direito, Contabilidade, Engenharia, etc) que possibilitam a prática esporádica de trabalhos de consultoria ou cursos em empresas cujos honorários são atraentes e cuja remuneração é compensadora.
Nos grandes centros, as faculdades noturnas propiciam alguns esquemas vantajosos para o professor, por exemplo, aulas nos períodos vespertino e noturno; numa mesma noite podem-se ministrar sete aulas consecutivas. Ressalta-se que na área contábil e em matemática, por exemplo, não é desgastante ministrar este número de aulas numa só noite, já que é fundamental distribuir as aulas em 50% de teoria e 50% de prática. Na parte prática, evidentemente, o aluno é quem trabalha com a supervisão do professor.

2.3 Outros pontos negativos

Muitas vezes o professor enfrenta problemas peculiares ao setor, como: poucos recursos para pesquisas (falta de verbas), inadequação dos currículos (temos pouca força para mudança), despreparo dos alunos (o nível tem caído muito) a mentalidade comercial e não ideológica, principalmente das instituições de ensino particulares.

3 REQUISITOS DE UM BOM PROFESSOR

Conforme Gilbert C. A Highet, citado por Marion (2001), alguns aspectos são fundamentais para que o professor seja bem sucedido e desempenhe com eficiência e eficácia a sua atividade docente.

3.1 Dominar a(s) disciplina(s) que leciona

O professor deve conhecer o todo que se leciona e não apenas parte do todo.
Muitos professores conhecem parte do todo e tentam vender a importância daquilo em que ele é especialista para seus alunos.
O processo de ensinar é inseparável do processo de aprender.
Além de conhecer a disciplina de forma global e não apenas parte dela, é importante que a atualização seja constante, principalmente no magistério de disciplinas como a Contabilidade, que recebe muita influência das constantes mudanças fiscais e tributárias impostas pelo governo.

3.2 Gostar da(s) disciplina (s) que leciona

Se demonstrarmos prazer ao abordarmos uma disciplina, dificilmente os alunos não serão motivados.
Imaginemos um pastor evangélico ensinando, numa escola dominical, sem expressar seu amor e admiração por Jesus Cristo. O ensino bíblico torna-se envolvente quando o preletor ama seu conteúdo, seu autor e sua mensagem.
Se demonstrarmos desinteresse por aquilo que estamos abordando, poderemos “moldar espíritos”, mas nunca levá-los a interessarem por aquele assunto. É uma grande responsabilidade ser professor.

3.3 Gostar dos alunos

Se não gostarmos dos nossos jovens, repudiarmos os seus costumes, sua maneira de vestir, dificilmente faremos um bom trabalho.
A convivência do professor, extra-sala de aula, com alguns alunos, desfrutando da companhia deles, é o melhor indicador de que você gosta deles.
Devemos nos interessar pelos nossos alunos, acreditar neles, ouvir os seus problemas, gravar os seus nomes e tratá-los como pessoas e não como números.
Não temos condições de conhecer a todos, principalmente seus problemas, mas aqueles que nos procuram esperam alguma receptividade de nossa parte.




3.4 Ter senso de humor

“É uma forma que manter o aluno vivo e atento, porque nunca estarão inteiramente certos do que o professor irá dizer no instante seguinte”
O humor nunca deve ser ofensivo ao aluno, com palavras torpes e maliciosas.
O objetivo do humor é ligar o aluno ao mestre, bem como os alunos entre si, através de momento de prazer

3.5 Memória

A hesitação ou esquecimento do professor diante de nomenclaturas, conceitos, etc. é altamente prejudicial, provocando certo descrédito por parte dos alunos.
Existem professores que só dão aulas com fichas na mão. Se por acaso, esquecerem as fichas, provavelmente não conseguirão dar a sua aula, porque não memorizaram o conteúdo ou não prepararam a sua aula. Isto transmitirá insegurança para os alunos.

3.6 Força de Vontade

O professor precisa ter e demonstrar força de vontade, para motivar os jovens. Há jovens que não gostam de trabalhar, de autoridade, de refletir e são rebeldes. Cabe ao professor quebrar estas resistências através da sua força de vontade, para levar em frente a sua missão.

3. 7 Bondade

O aluno não pode temer o professor. Precisa confiar nele para não se sentir ridicularizado ao fazer uma pergunta.
Para isso, o professor deve demonstrar bondade natural e espontânea. O uso da autoridade de forma indiscriminada, bem como de seus poderes sem amor, revela a falta de bondade.
3.8 Humildade

O professor não é o dono da verdade. Nem sempre saberá toda a matéria e em alguma ocasião poderá se esquecer de algum conceito ou fórmula e deverá ter a humildade de dizer que não sabe e que na próxima aula irá esclarecer sobre aquele assunto.

3.9 Marca

Cada professor precisa ter uma característica própria, precisa gozar de um bom conceito diante de seus alunos.
Cada um de nós dever ser conhecido pelo que somos e não necessariamente pelo que temos. O professor deve ser conhecido por algum diferencial, e isso lhe dará credibilidade diante de seus alunos.

2.10 Outros atributos

Alguns pontos fundamentais para que o professor seja bem-sucedido são:
· perder a inibição para falar;
· falar de improviso;
· ampliar o vocabulário;
· melhorar a voz e a dicção;
· disciplinar a exposição;
· melhorar a gesticulação;
· corrigir a postura;
· aprimorar a apresentação geral





Para finalizarmos, gostaríamos de destacar o exemplo do Mestre dos mestres, Jesus Cristo, pois, iniciou o seu trabalho com apenas doze alunos, durante três anos, transmitiu a sua doutrina de maneira que, mesmo aqueles que não são seus admiradores, conhecem, ainda, que parcialmente, seus ensinamentos. O efeito multiplicador dos ensinamentos de Jesus é algo notável. Ele teve uma diversidade de alunos, porém, soube trabalhar com cada um deles, ensinando-os através de parábolas (narração alegórica que encerra uma doutrina).
Jesus não era apenas excelente mestre; sua conduta inspirava confiança em seus ouvintes. Ele vivia aquilo que falava. Este atributo é primordial e indispensável para cada de um nós professores.
Uma grande quantidade de exemplos deixados por Jesus em termos de processo de ensino e aprendizagem é encontrada nos quatro evangelhos. Cremos que a leitura dos evangelhos propicia técnicas surpreendentes e eficazes de como ser bem-sucedidos no magistério, na difícil tarefa de moldar mentes; além disso, faz muito bem para o nosso espírito.
Enfim, pudemos com o presente artigo abordar as vantagens, desvantagens e os requisitos necessários à profissão docente, sem, contudo, esgotarmos o tema, por se tratar de um assunto muito vasto e instigante dentro da educação. Pretendíamos apenas destacarmos sucintamente tais atributos e características e falarmos sobre os motivos da escolha que fizemos em realizar este curso, que pensamos se tratar de suma importância para o exercício do magistério, para desempenhar uma profissão com eficiência e eficácia na sociedade atual, que requer do professor as competências básicas necessárias para o exercício pleno da cidadania.

O Jovem Cristão Adventista e o Mercado de Trabalho

Severino Brêda da Silva

RESUMO: No presente artigo iremos abordar o tema, “O Jovem Cristão Adventista e o Mercado de Trabalho”, em face de que muitos jovens cristãos adventistas vêm enfrentando discriminação e dificuldades para se inserirem no Mercado de Trabalho, devido a vários fatores e dentre eles, o que destacamos é a guarda de princípios religiosos, principalmente a guarda do Sábado Bíblico, conforme determina as Sagradas Escrituras.

Introdução

Estamos vivendo atualmente numa era de incertezas, principalmente no mercado de trabalho. A cada dia que se passa, o mercado encontra-se cada vez mais saturado e concorrido e quem não se preparar e qualificar-se ficará para trás.
No presente artigo iremos abordar o tema, “O Jovem Cristão Adventista e o Mercado de Trabalho”, em face de que muitos jovens cristãos adventistas vêm enfrentando discriminação e dificuldades para se inserirem no Mercado de Trabalho, devido a vários fatores e dentre eles, o que destacamos é a guarda de princípios religiosos, principalmente a guarda do Sábado Bíblico, conforme determina as Sagradas Escrituras.
Como o jovem cristão adventista pode se manter fiel aos princípios bíblicos e ainda assim conquistar uma vaga no mercado de trabalho? Quais as atitudes necessárias que ele deve tomar mediante as barreiras encontradas na sua inserção no mercado de trabalho? Existe discriminação no mercado de trabalho atualmente em nosso país? Quais as armadilhas do sucesso profissional para o jovem cristão adventista? Quais as alternativas que o mesmo deve tomar diante do desemprego? Essas e outras questões iremos abordar no presente artigo, no intuito de orientar e auxiliar os nossos jovens para que obtenham sucesso em sua carreira profissional e continuem firmes na fé, guardando os preceitos e os princípios bíblicos de sua fé.

1. Princípio Bíblico acerca da guarda do Sábado

Os Adventistas em geral (Do Sétimo Dia, Da Promessa e da Reforma) têm como princípio e preceito de fé a guarda do sétimo dia, o Sábado. Tal dia, de acordo com as Sagradas Escrituras foi instituído por Deus na criação, sendo que Ele mesmo o separou, o abençoou e o santificou. “O Sábado foi feito por causa do Homem e não o Homem por causa do Sábado”. “Até do Sábado, Jesus é o Senhor”.
Portanto, Deus descansou naquele dia, não porque estava cansado, mas para deixar como exemplo, pois no final dos tempos o homem estaria tão envolvido com o trabalho, com o seu ganha-pão, com as coisas materiais que iria até se esquecer de seu Criador. Deus nos traz esta advertência em seus mandamentos e inicia o versículo com a frase “Lembra-te”, sabendo desde o princípio que as suas criaturas iriam se esquecer de tal dia. Assim, Deus conclama a todos nós para que voltemos nossos pensamentos ao Criador dos céus e da Terra, como advertência escatológica no livro de Apocalipse, exortando a todos que “adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e tudo o que neles há”.
Portanto, de acordo com os preceitos bíblicos, o Sábado envolve também princípios de adoração à Deus, Nosso Criador e Redentor. Quando suas criaturas adoram o Seu Santo Dia, estão também adorando O Criador.

2. Origem da palavra Trabalho

A palavra trabalho origina-se da língua latina, onde “tripallium” significava um instrumento de tortura.
Nas Sagradas Escrituras, o homem foi condenado ao trabalho após a queda pelo pecado da desobediência às ordens de Deus. A partir disso, o homem deveria obter o seu próprio sustendo pelo “suor do teu rosto comerás o teu pão”, ou seja, antes da queda, o homem tinha o trabalho como meio de satisfação, mas após tal acontecimento, o trabalho passaria a ser um fardo para a sua vida.

3. Discriminação no Mercado de Trabalho

Atualmente, podemos constatar vários tipos de discriminação no Mercado de Trabalho, tais como de gênero, de cor e de religião. As mulheres são discriminadas no mercado de trabalho, pois ganham menos do que os homens, exercendo os mesmos tipos de trabalho. Muitas delas não chegam a postos de liderança, por serem mulheres, mesmo tendo competência para assumirem tais funções.
Podemos constatar também a discriminação religiosa no Mercado de Trabalho, principalmente com relação a jovens que têm por preceito a guarda de um dia de descanso, o Sábado Bíblico (Adventistas e outras religiões).
Há uma certa intolerância impregnada em nossa sociedade quando uma pessoa afirma ser Adventista e guardador do Sábado, sendo, inclusive taxado de “preguiçoso”, “vagabundo”, que não gosta de trabalhar e, com isso, muitas oportunidades de trabalho são perdidas devido à este tipo de intransigência e intolerância religiosa. As pessoas que guardam tais princípios devem ser respeitadas, pois, estão exercendo o seu “livre arbítrio” e o seu direito constitucional de religião, ou seja, estão exercendo sua liberdade de crença, de consciência e de expressão religiosa e jamais devem ser discriminadas ou excluídas por tal opção. Tais pessoas não trabalham no sábado, mas estão dispostas a trabalharem em outros dias da semana tais como domingos, feriados, à noite e outros dias de guarda de outras religiões, como alternativa e compensação de suas faltas no seu dia de guarda. Além disso, nossa legislação trabalhista, a CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas traz amparo legal ao descanso semanal remunerado, onde afirma que o mesmo será “preferencialmente” aos domingos, deixando a cargo do empregador estipular qual dia será aquele, ficando a critério do mesmo, em concordância com o empregado a escolha de tal dia, a não ser é claro, que naquele dia a presença do funcionário seja imprescindível em seu trabalho, ficando desde já impossibilitada a sua contratação. Neste caso, não haverá alternativa para a guarda de um princípio religioso.







4. Atitudes Necessárias para inserção no Mercado de Trabalho

Diante das dificuldades e da discriminação que os jovens adventistas guardadores do Sábado encontram relacionaremos algumas recomendações e atitudes que consideramos oportuna e úteis que todo jovem cristão adventista deve ter em mente.

- Fidelidade a Deus: Acima de tudo, o jovem cristão adventista deve ser fiel à Deus, dando bom exemplo e testemunho de sua fé, tendo um bom procedimento perante a sociedade, ou seja, seus vizinhos, amigos, trabalho, parentes, etc. Jamais devem envergonhar a causa de Cristo, pois, assim fazendo estarão trazendo opróbrio à mesma e servirão de “pedra de tropeço” para outros irmãos, dando um péssimo testemunho de sua fé;

- Dedicação nos estudos: Todo jovem cristão adventista deve ser dedicado e responsável em seus estudos, jamais deve ser desleixado em seus compromissos estudantis, deve cumprir sempre com todas suas obrigações, ter um bom relacionamento com seus colegas de sala de aula e seus professores, ser humilde e evitar discussões que não levam a lugar algum;

- A busca pelo emprego: Na busca pelo emprego é necessário utilizar-se de boas técnicas e ferramentas tais como, “networking”, um currículo bem elaborado, boa aparência pessoal: vestimenta adequada, sapatos engraxados, unhas sempre limpas, cabelos penteados, barba sempre feita. As mulheres trajadas com roupas decentes, sem decotes ou curtas, maquiagem sóbria e sem exageros. O que vale mais em nossa vida cristã é o nosso interior, mas seremos analisados pelos recrutadores pela nossa aparência exterior e pelo nosso comportamento perante a sociedade

- Escolha da Profissão: A escolha da profissão é de suma importância e dela dependerá o nosso sucesso ou fracasso como profissionais e cristãos. Escolha sempre a profissão que será do seu agrado e não do agrado de seus pais. Deve ser pensada desde a sua infância. Pense nos seus hobbies e tente escolher uma profissão que lhe dê prazer. O importante é você ser feliz fazendo aquilo que gosta, do que ganhar muito dinheiro e ser infeliz em sua profissão e ser um péssimo profissional. O ganho poderá ser pouco, mas que seja um trabalho digno e honesto;

- Qualificação Profissional: No Mercado de Trabalho atual não há lugar para “desqualificados”, pois, sempre estarão à margem da sociedade. O seu sucesso dependerá muito de 99% de transpiração e 1% de inspiração. Vá à luta, qualifique-se, estude, prepare-se, corra atrás de seus sonhos, pois só será vencedor aquele que se dedicar um pouco mais do que os outros, seja persistente e com certeza o sucesso virá;

- Ética Profissional e Relações Humanas: Como já afirmamos, todo jovem cristão deve primar por uma boa escolha profissional e de preferência que seja sua vocação. Em sua profissão deve sempre agir com ética e responsabilidade perante a sociedade. Todo cristão e jovem adventista deve saber se relacionar bem com pessoas de sua esfera pessoal, profissional e familiar, sem jamais infringir as normas éticas de sua profissão, devendo renunciar a trabalhos que venham prejudicar a sua reputação profissional e pessoal.

5. Alternativas para o Desemprego

Apesar de seguirem as recomendações acima, muitos jovem poderão ficar desempregados, devido às incertezas na economia brasileira e à grande concorrência existente no mercado de trabalho atual. A seguir relacionaremos algumas estratégias e alternativas a estes jovens para conseguirem se inserir no mercado de trabalho.

- Ofereça-se para trabalhar de graça: Muitas vezes, o ganho financeiro não deve ser o nosso objetivo, apesar de que sem dinheiro não somos nada! Isto é verdade. Mas sempre que surgir um trabalho que você gostaria de desempenhar, mas o seu pretenso patrão não lhe dá a oportunidade, às vezes, é necessário que você se ofereça para trabalhar de graça por um certo período. Não poderá ser por um longo período, pois isso poderá trazer complicação para si e para o empregador diante da legislação trabalhista. Com esta atitude, ele poderá avaliar o seu desempenho e lhe dará o emprego;

- Estágio Remunerado: Há várias oportunidades de estágio remunerado através do CIEE, Centro Integrado de Estágio Escola, onde o mesmo oferece bolsas de estudo para estudantes de nível médio e universitários para custearem seus estudos, trabalhando em torno de 30 horas semanais, na esfera pública ou particular e, após o término do estágio, com a chance de serem efetivados.

- Concursos Públicos: Para aqueles que querem estabilidade e uma boa aposentadoria, a melhor alternativa será investir em concursos públicos, onde os salários são bem mais atraentes. O Governo, tanto na esfera pública municipal, quanto estadual e federal abre milhares de vagas todo ano. As exigências são várias: escolaridade nível médio ou superior, formação específica, ser maior de 18 anos, possuir todos os documentos pessoais e nenhuma restrição na justiça. E para os Adventistas, com a vantagem de não se trabalhar aos Sábados, Domingos e Feriados. Mas não se enganem! Trabalhar na área pública também exige dedicação e responsabilidade;

- Trabalho Autônomo (Empresário, Micro Empresário ou Profissional LIberal): Passar num concurso público pode ser difícil, mas não impossível. Mas se isso não acontecer, existe a alternativa de iniciar o seu próprio negócio. Existem vários órgãos que fomentam os empreendedores. Basta abrir uma empresa, participar de um curso de capacitação e elaborar um Plano de Negócios com assessoria do SEBRAE por exemplo, para iniciar suas atividades como empresário, micro empresário ou profissional liberal, caso você já seja formado. O Banco do Brasil possui várias linhas de crédito para esta finalidade, para empresários ou profissionais liberais recém formados. Mas vá com calma! Analise a viabilidade do negócio com cautela para não se endividar logo no início de sua carreira profissional;

- Vendas: O ramo de vendas é uma das áreas que nunca falta trabalho. Freqüentemente estamos diante de vendedores de todos os tipos. Se tiver vocação para esta área, com certeza não lhe faltará trabalho ou emprego e com a facilidade de poder conciliar suas atividades profissionais com a guarda do Sábado, pois, tal ramo é flexível, não exigindo cumprimento de horários, mas de metas;

- Colportagem: A colportagem é um ramo dentro da obra adventista, ligada à área de vendas. Mas com a diferença de ser uma área que concilia trabalho evangelístico com vendas. O Colportor é um ministro evangélico de tempo integral ou parcial de sustendo próprio, ou seja, enquanto evangeliza, vende literatura evangélica para o seu próprio sustento. Se você sente o chamado de Deus para este campo, não evite em ter Deus como seu próprio patrão!

- Magistério: Além da Colportagem e do Ministério Pastoral, também consideramos o Magistério uma sagrada obra. Todas estas áreas estão inter-relacionadas, pois, tanto o Colportor, quanto o Pastor e o Professor são educadores. Mas se você sente o desejo e a vocação de ser Professor de tempo integral, existe a opção pelo Magistério, que consideramos como uma das mais nobres profissões. O professor é um educador e formador de caráter, tanto para esta era, quanto para a era vindoura. Sempre precisaremos de Professores e é uma área em que raramente faltará trabalho ou emprego.

6. Conclusão: Sucesso Profissional e Pessoal

O nosso sucesso profissional e pessoal dependerá muito de nossas atitudes, honestidade, caráter e responsabilidade perante o meio em que vivemos.
Procuramos trazer para os nossos jovens cristãos no presente artigo um panorama do mercado de trabalho atual, as dificuldades existentes, os requisitos, as competências, as atitudes necessárias para se inserirem no mercado de trabalho e as alternativas, sempre seguindo os princípios bíblicos e religiosos da guarda do Sábado, sendo cidadãos dignos, éticos e responsáveis em suas profissões, sem transgredirem suas consciências, sendo fiéis aos seus preceitos, alcançando, desta forma sucesso em suas atividades profissionais, obtendo a sabedoria de Deus em conciliar religião e trabalho.
Apresentamos as recomendações acima que se forem seguidas pelos nossos jovens, com certeza alcançarão seus objetivos e sonhos, realizando-se profissionalmente como cidadãos dignos e honestos perante a sociedade em que atuam, dando um bom testemunho de sua fé.
Que o nosso bom Deus nos dê forças e inspiração para continuarmos fiéis à Sua Palavra! Amém!